domingo, 4 de janeiro de 2009

O Islamismo


Introdução
O islamismo é uma religião afeita ao Oriente Médio, de onde se originou, com predominância nessa região. Suas crenças e práticas nos parecem exóticas por ser diferente da cultura ocidental.

Muito pouco ou quase nada se sabia sobre essa religião no mundo ocidental. Foi com os atentados às torres gêmeas de Nova Iorque e ao Pentágono, em Washington, que os ocidentais foram conscientizados a respeito da religião islâmica.

1. Origem

Nem todos os árabes são muçulmanos e nem todos os muçulmanos são árabes. Os árabes são descendentes naturais de Ismael, filho de Abraão com a concubina egípcia Agar. “E Agar deu um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que tivera de Agar, Ismael” (Gn 16.15).

A respeito deste texto há uma grande disputa, desde a Antigüidade, pois muitos, ou quase todos os árabes se consideram filhos de Ismael. Não é verdade que todos eles sejam ismaelitas, nem mesmos os sauditas.

a) Qahtan, Adnam e seus descendentes. Os povos do sul da Península Arábica são descendentes de Qahtan, o Joctã de Gênesis 10.25. Seus descendentes povoaram o sul dessa península. Já os povos do norte da Arábia Saudita são descendentes de Adnam, que é ismaelita.[1]

b) Os termos dos filhos de Ismael. O texto de Gênesis 25.12-18 assim descreve os termos dos filhos de Ismael: “E habitaram desde Havilá até Sur”. Havilá, neste texto, era uma região da costa oriental da Península Arábica, no Golfo Pérsico, enquanto Sur, localiza-se na região do Sinai. É verdade que a população dos filhos de Ismael predomina no Oriente Médio, mas nem todos são ismaelitas.

Deus fez promessas também aos descendentes de Ismael: “E, quanto a Ismael, também te tenho ouvido: eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação. O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte” (Gn 17.20- 21). A Bíblia contempla bênçãos para os filhos de Ismael, afinal, são também descendentes de Abraão.

c) A bênção de Ismael não é espiritual. Mas a bênção de Ismael não é espiritual, pois essa Deus prometeu a Isaque. A mesma promessa de abençoar todas as famílias da terra é confirmada a Isaque e a Jacó e não a Ismael (Gn 28.13-14). Essa promessa diz respeito ao cristianismo e não ao islamismo (Gl 3.7-9). Deus deu a Ismael o petróleo e uma posição de destaque no mundo; cumprindo a promessa a Abraão, pois os filhos de Ismael se multiplicaram e formaram “uma grande nação” (Gn 17.20). Portanto, Ismael representa para os árabes o que Isaque representa para os judeus.
2. O deus dos mulçulmanos

O conceito islâmico de monoteísmo foi tirado do judaísmo.
É legalista e exige de seus adoradores, como virtudes necessárias à salvação, diversas práticas rituais. Os mulçumanos também seguem as leis dietéticas, semelhantes as do judaísmo.

a) O monoteísmo mulçumano. Eles adoram apenas a Allah, em árabe, ou Alá, na forma aportuguesada. A história registra na Antigüidade muitas religiões monoteístas, que eram pagãs, mesmo adorando a um único ídolo. É um monoteísmo falso. O monoteísmo foi ensinado no Egito, implantado pelo Faraó Amenotepe IV, também chamado Akenaton, que estabeleceu o culto ao deus Aton, representado pelo disco solar.

b) Sentido de monoteísmo. Ser monoteísta não significa necessariamente adorar o mesmo Deus de Israel. Embora o judaísmo defenda também um monoteísmo absoluto, o Antigo Testamento, porém, propicia um clima e um ambiente em que permite a doutrina da Trindade, que está implícita na literatura veterotestamentária (Gn 1.26, 3.22 e 11.7). Por isso não contradiz a Trindade em o Novo Testamento. Deus é um, mas essa unidade é composta. A confissão de fé dos judeus diz: “Ouve Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”. A palavra hebraica para “único” é echad, que significa também “um”; é unidade composta, a mesma usada em Gênesis 2.24: “uma só carne”. O próprio nome de Deus, Elohim, é uma forma plural, que nas entrelinhas do texto pressupõe a Trindade.

c) Sentido de Trindade para os mulçumanos. O Novo Testamento tornou explícito o que dantes estava implícito no Antigo Testamento. Jesus disse que o Deus do cristianismo é o mesmo Deus Jeová, de Israel, quando citou a confissão de fé dos judeus em Marcos 12.29-32. O Deus da Bíblia é Trino e o do Alcorão não. O islamismo considera a crença na Trindade um pecado que não tem perdão, é o que diz o Alcorão: “Deus jamais perdoará a quem lhe atribuir parceiros”.[2] Para eles, a Trindade são três Deuses que seriam Alá, Jesus e Maria. Diz o Alcorão: “São blasfemos aqueles que dizem: Deus é o Messias (...) A quem atribuir parceiros a Deus, ser-lhe-á vedada à entrada no Paraíso e sua morada será o fogo infernal (...) São blasfemos aqueles que dizem: Deus é um em Trindade!, porquanto, não existe divindade alguma além do Deus Único”.[3] Mais adiante declara: “Ó Jesus, filho de Maria! Foste tu quem disseste aos homens: Tomai a mim e minha mãe por duas divindades, em vez de Deus?” [4] No entanto, o Deus revelado na Bíblia subsiste eternamente em três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito – uma Trindade (Mt 28.19). Portanto, Alá e o Deus cristão não são nomes diferentes de um mesmo Deus.

d) A divindade Alá. O nome árabe Allah, usado no Alcorão para referir-se à divindade islâmica, não é bíblico. Alá era uma das divindades da Arábia pré-islâmica, adorada pela tribo dos coraixitas, de onde veio Maomé. A Encyclopedia of Islam afirma que “os árabes, antes da época de Maomé, aceitavam e adoravam, de certa forma, a um deus supremo chamado Alá”. [5] Na edição Gibb diz: “Alá era conhecido pelos árabes pré-islâmicos; era uma das deidades de Meca”. [6] Há inúmeras evidências irrefutáveis na história e na arqueologia de que Alá não veio nem dos judeus e nem dos cristãos. É verdade que o nome “Alá” aparece na Bíblia árabe, e isso, leva os muçulmanos e muitos cristãos a acreditarem que Alá é a forma árabe do Deus Jeová de Israel, revelado na Bíblia. Mas isso é um equívoco.

e) Sentido do termo Alá. A primeira tradução da Bíblia para o árabe aconteceu por volta do ano 900 d.C., época em que o nome “Alá” já era empregado para Deus em todas as terras árabes. Seus tradutores temeram represálias por parte dos muçulmanos radicais num mundo em que a força política dominante era muçulmana. [7] A Bíblia foi escrita em hebraico, aramaico e grego, e, seus autores humanos, jamais citaram esse nome. O nome “Alá”, portanto, vem de al, artigo “o”, em árabe; e Ilah, que significa “Deus”, também usado antes de Maomé. A Enciclopédia citada acima, edição Lewis, afirma: “Pela freqüência do uso, al-ilah se contraiu em Allah, freqüentemente usado na poesia pré-islâmica”. [8] A idéia, portanto, de que Alá e Jeová sejam apenas nomes diferentes de um mesmo Deus não é bíblica. O relacionamento de Jeová com o homem bem como seus atributos são diferentes daquilo que o Alcorão diz de Alá. [9] Os muçulmanos querem que Alá seja o mesmo Deus Jeová da Bíblia. O Alcorão insiste nessa doutrina em muitas passagens.[10] Além de Alá não ser trino, também ordenou que Satanás adorasse a Adão, mas Satanás recusou-se, vindo então, a rebelar-se contra Deus. [11] Os cristãos também são colocados no mesmo bojo dos idólatras porque reconhecemos que Jesus é o Filho de Deus. [12]
3. O Jesus do Alcorão

Jesus é mencionado no Alcorão como um mero mensageiro. Para os muçulmanos, Jesus não é Deus ou o Filho de Deus, muito menos o Salvador que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou. De onde, portanto, Maomé tirou essas idéias? Há muitas controvérsias.

a) Uns eruditos islâmicos da Antigüidade afirmaram que Maomé ouviu de certos cristãos a existência de três deuses: Deus, Jesus e Maria.[13] O Jesus deles veio dos evangelhos espúrios e apócrifos como o de Tomé e o de Barnabé. O nascimento e a infância de Jesus conforme a Sura 19 são relatos provenientes do evangelho de Tomé.

b) A teoria do evangelho de Barnabé, difundida e popularizada no mundo islâmico, de que Jesus não teria sido crucificado, realça a mensagem do Alcorão, que nega a morte de Jesus: “E por dizerem: Matamos isso lhes foi simulado. (...) o fato é que não o mataram”. [14] Mas, o Barnabé, citado em o Novo Testamento, não tem nada com esse suposto evangelho. Essa obra apareceu em 1709 e peritos investigaram o material de escrita, papel e tinta, e ficou constado que não passa do século 16. [15] Além disso, há anacronismo e muitos erros que provam que seu autor jamais conheceu a Terra de Israel e nem viveu na época do Banarbé do Novo Testamento. Trata-se de uma obra espúria. Silas Tostes, em sua obra, O Islamismo e a Cruz de Cristo, aponta algumas evidências que desfazem em cinzas os argumentos islâmicos sobre o suposto Evangelho de Barnabé. O pretenso Evangelho menciona “barris de vinho” (152), e barril é invenção da Idade Média, na época de Barnabé usava-se odres. Adão e Eva foram ordenados a fazerem penitência (41), isso é prática da Idade Média. Pilatos já era governador da Judéia quando Jesus nasceu (3), Pilatos só tornou-se governador em 26 d.C. Jesus nasceu quando Herodes, o Grande, governava a Judéia (Mt 2.1). O suposto evangelho de Barnabé menciona 17 mil fariseus nos dias do profeta Elias (145), visto que a figura do fariseu só passou a existir a partir da segunda metade do século II a.C. Afirma ainda, que “Jesus sobe para Cafarnaum” (21), visto que Cafarnaum fica na baixa Galiléia, no vale do Jordão, na margem do Mar da Galiléia (Mt 4.12-15). Completa afirmando que Jesus andou de barco para Nazaré (20), visto que Nazaré se localiza na Alta Galiléia, a uma altitude de 700 metros.

Essa é a obra que afirma que Jesus não morreu e que Judas Iscariotes foi substituído por Jesus (215-217). A cruz de Jesus sempre foi um escândalo, uma ofensa: “mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (1Co 1.23). Em Gálatas 5.11, lemos acerca do “escândalo da cruz”. O que é tão ofensivo quanto à cruz? O sacrifício de Jesus Cristo na cruz mostra que o homem é completamente incapaz de ir ao céu, à presença de Deus, pela sua própria bondade e força. Jesus deixou isso claro, quando disse: “(...) sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15.5). O homem precisa de Jesus, que se tornou o nosso sacrifício, que morreu em nosso lugar para abrir o caminho ao céu. O orgulho do homem faz que ele se rebele contra Deus. O pecador se ofende porque Deus não aceita seus esforços pessoais!

Em Hebreus 9.22, lemos: “sem derramamento de sangue, não há remissão”. Isto, naturalmente, refere-se ao sangue dos sacrifícios. O Antigo Testamento ensina que “é o sangue que fará expiação” (Lv 17.11). “Expiação” significa reconciliação; é a restauração de uma relação quebrada. Negar o sacrifício de Jesus na cruz, ou fazê-lo parecer desnecessário, é uma forma de invalidar a única maneira de o homem ser salvo, segundo a Bíblia. Isto é exatamente o que o Alcorão faz ao negar a crucificação e o sacrifício cruento de Jesus.

Quase um terço dos Evangelhos trata da última semana da vida de Jesus e da sua morte! O sacrifício de Jesus é a conclusão lógica dos ensinamentos do Antigo Testamento. Este, profetizou a morte de Cristo na cruz com detalhes reveladores. Além disso, temos a narrativa de testemunhas oculares. Que sentido faria para eles inventar tal história? Cristo predisse a sua morte várias vezes. Existe evidência histórica aceitável da crucificação e da morte de Jesus.

c) Os ensinos gerais de Maomé vieram de suas próprias mulheres. Depois que Maomé ficou viúvo, em 619, ele se casou várias vezes e teve harém. Isso muita gente esconde, tanto muçulmanos como os que são pagos para fazerem propagandas positivas do Islã. Jostein Gaarder, escritor norueguês, de origem luterana e autor do best seller, O Mundo de Sofia, diz: “Maomé nunca teve outra esposa”. [16] Paulo Eduardo Oliveira, que adotou o nome Mustafa Ibn Khaleb ao se converter ao islamismo, diz que Maomé “não possuiu outra esposa enquanto sua primeira mulher viveu. Depois se casou duas vezes”. [17] Ambas declarações são tendenciosas e não dizem a verdade sobre os fatos. Se na cultura em que viveu Maomé, a poligamia era algo natural, isso não diminui em nada a posição de Maomé como profeta deles e para eles, por que, então, apresentam os fatos com sutilezas escondendo a verdade? A Bíblia diz que Davi e Salomão tiveram várias mulheres e haréns. Ela registra os fatos como eles aconteceram, até mesmo as fraquezas de seus principais heróis, pois a Bíblia é a verdade (Jo 17.17). Somente Jesus foi perfeito e nunca cometeu pecado (Jo 8.46 e 1 Pe 2.22), o verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Jo 5.18; Cl 2.9 e 1Tm 2.5).

O cristianismo não tem nada para esconder da humanidade. Jesus disse que aquele que pratica o mal, procura as trevas para esconder as suas obras (Jo 3.20-21). Os marqueteiros do islamismo usam o mesmo modus operandi das seitas para atrair adeptos. Com isso, os líderes muçulmanos admitem que há algo errado na religião deles, que o povo ocidental não deve saber. Depois que essas pessoas forem fisgadas, não há mais saída honrosa para essas vítimas.

Ali Dashti, erudito muçulmano, que foi ministro das Relações Exteriores do Irã, apresentou uma lista contendo os nomes das 22 mulheres de Maomé. Sendo 16 delas esposas, 2 escravas e “quatro não eram nem esposas e nem concubinas, mas mulheres muçulmanas devotas que se entregaram para os prazeres sexuais de Maomé”. [18]

O Alcorão permite o muçulmano desposar até 4 mulheres, [19] nesse caso teria ele descumprido o Alcorão? Fernando Saravi afirma que, depois da morte de Khadidja: “Maomé desposou outra viúva, Sanda. Seu terceiro casamento, já em Medina, favoreceu a bela e possessiva Aixa, na época com dez anos de idade e filha de seu grande amigo Abu Bakr. Seguiram Hafza, filha de Omar, Seneib, mulher divorciada por seu filho adotivo Zeid; Juaryia, prisioneira de guerra; as viúvas Um Selma e Um Habiba; as judias Rihana e Zafiya; a jovem escrava cristã etíope Maryam; e sua sobrinha Maimuna, filha de Abbas. Algumas dessas mulheres influenciaram com toda a probabilidade os ensinos do profeta, e outras tiveram um papel importante na história do Islam”. [20]

4. As três religiões monoteístas

É verdade que o judaísmo, o cristianismo e o islamismo nasceram no Oriente Médio. O judaísmo não é proselitista e o cristianismo é supracultural. O cristianismo não judaizou o mundo, como o islamismo arabizou as terras que conquistou pela força da espada.

O islamismo deixou por onde passou a forte marca da cultura árabe, como parte obrigatória da religião para santificação de seus fiéis diante de Alá.

As três religiões monoteístas do mundo procederam de Abraão e nasceram no Oriente Médio. Judeus, cristãos e muçulmanos são filhos de Abraão. Mas, o caminho correto para ser legítimo filho de Abraão é Jesus: “Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque” (Gl 4.28). Os muçulmanos são os filhos espirituais de Ismael e os cristãos de Isaque.

O islamismo é a mais anticristã de todas as religiões do planeta. É anticristã em tudo e em todos os aspectos. Mas não devemos odiá-los, mas amá-los como recomendam as Escrituras. Os muçulmanos precisam conhecer o verdadeiro Jesus; é de Jesus que devemos falar e não de Maomé: “mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (1Co 1.23).

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