sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Pneumatologia






A Pneumatologia é o estudo da Terceira Pessoa da Trindade, ou seja, o Espírito Santo. Vamos nesse estudo tentar comentar um pouco sobre o Ser divino, seus aspectos e modo de agir. O Espírito Santo a exemplo de Jesus Também é eterno e Todo Poderoso, ou seja, Ele é Deus. Veremos o agir do Espírito no Antigo é Novo Testamentos.
Destarte, mais do que falar do Espírito Santo vamos também desmistificar o conceito que tem algumas seitas sobre a Pessoa do Espírito Santo, talvez o mesmo seja a Pessoa da Trindade mais perseguida nos nossos dias hodiernos. Ao falarmos do Espírito Santo temos que ter em mente um Ser glorioso que tem derramado na sua Igreja bênçãos muitas do Céu, bênçãos essas inalditas e inefáveis. O Espírito Santo, pois, é um Espírito de Glória que deve ser adorado e, reverenciado como Deus, como uma Pessoa o Espírito Santo sente emoções, Chora, se Entristece, Ama e também Cuida dos seus.
Queremos que este estudo aqueça a sua vida que lhe ensine a dimensão do Poder de Deus, que o mesmo acrescente brasas de Fogo sobre a sua cabeça. O nosso desejo é que se cumpra o que foi dito pelo profeta Isaías : “Porque Derramarei água sobre o sedento e torrentes sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito, sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes.” (Is 44:3).
Ah! Como os crentes precisam conhecer a obra poderosa do Espírito, muitos acham que o que Deus fez ficou no pretérito, mas diz as Escrituras que Deus não mudou ,ou seja, Ele é imutável, Ele é o mesmo ontem hoje e será para Sempre. Este é o nosso Deus que não dá o Seu Espírito por medida, mas Derrama sua porção em nossos corações. Abra o seu coração e deixa o Espírito aquecer sua vida. Deus te abençoe em Cristo Jesus. Amém!

1. Terminologia
a. O Espírito de Deus no Antigo Testamento raríssimas vezes (Is 63:10; Sl 51:13) é chamado Espírito Santo, diversas vezes, porém, o é na tradução grega (LXX), nos livros gregos e nos apócrifos do Antigo Testamento, e muitas vezes nas traduções aramaicas, na literatura rabínica e no Novo Testamento. O Espírito é chamado Santo, exatamente como o seu braço (Is 52:10; Sl 98:1), seu nome (Am 2:7; Ez 36:20) e a sua palavra (Jr 23:9; Sl 105:42), porque Deus é essencialmente santo (Dn 4:5-15; 5:12; 6:3), de sorte que Espírito Santo significa propriamente Espírito divino (Êx 31:3 LXX). Esta expressão foi provavelmente substituindo termos mais antigos como o “Espírito de Yavé”, “o Espírito de Eloim”, porquanto os judeus posteriores evitavam cada vez mais pronunciar os nomes de Yavé e Eloim.
b. No Antigo Testamento. Para formar uma idéia certa da doutrina bíblica a respeito do Espírito Santo, é preciso partir do sentido original da palavra “Ruah” no hebraico e “Pneuma” no grego que significa “Hálito”, “Vento” ou “espírito”. O hálito, considerado como a força vital, e o vento era, para os israelitas, forças misteriosas, poderosas, temíveis (Êx 15:8,10; II Sm 22:16; I Rs 19:11; Is 11:4; 40:7; Jó 38:24). Ora exatamente como se fala no braço de Yavé (Is 40:15; 51:5), em sua mão (Êx 9:5; Dt 2:15), e boca (Sl 33:6), sua face (Gn 33:10), suas narículas (Êx 15:8), assim fala-se em seu hálito (Jó 32:8; 33:4) e em sua força vital ou Espírito, que opera tanto quanto o próprio Yavé. Não admira, pois, que os fenômenos misteriosos e extraordinários, seja no homem seja na natureza, que manifestam um poder especial, sejam atribuídos ao hálito ou Espírito de Yavé.
c. O Espírito Santo como força que opera na psique do homem. Em primeiro lugar o Espírito Santo é uma força que opera fenômenos extraordinários, milagrosos, de poder, heroísmo ou êxtase profético. Quando o Espírito Santo se apodera de Sansão, o herói pode dilacerar um leão, abater trinta homens ou arrebentar as cordas com que está amarrado, ou ainda, matar mil homens com a queixada de um jumento (Jz 13:25; 14:6,19; 15:14,15). Quando o Espírito Santo vem sobre Otoniel, Gedeão, Jefté ou Saul, estes se tornam capazes de feitos heróicos espetaculares e de vitórias inesperadas (Jz 3:10; 6:34; 11:29; I Sm 11:6). Sob o influxo do Espírito Santo Balaão pronuncia o seu oráculo (Nm 24:2) e entram em êxtase os profetas, os anciãos, os enviados de Saul e o próprio Saul (I Sm 10:5-13; 19:20-24; I Rs 22:10-12; Nm 11:25). Nestes e em semelhantes fenômenos, que transcendem as forças humanas ou se afastam da conduta normal do homem, os israelitas viam uma atividade do Espírito Santo (Ez 3:10-15; 8:3; 11:1,24; 37:1; I Cr 12:18; II Cr 15:1; 20:14; Jl 3:1ss). Mas há também casos em que o Espírito Santo não opera como força que se manifesta em fenômenos transitórios, e sim como poder permanente, conferido por Deus a uma pessoa em vista de um determinado ofício.
O Espírito Santo repousa sobre Moisés (Nm 11:7,25), é comunicado a Josué (Nm 27:18; Dt 34:9), toma posse de Davi desde o dia da sua unção (I Sm 16:13), e fala por sua boca (II Sm 23:2); enche os artífices, encarregados de fabricar os objetos do culto (Êx 28:3; 31:3; 35:31), repousava sobre Eliseu, que o herdou de Elias (II Rs 2:9). Assim, um profeta pode ser chamado “homem do Espírito” (Os 9:7). Repousa sobre o rei messiânico e os seus colaboradores (Is 11:2; 28:6), sobre o servo de Yavé (Is 42:1) e sobre o profeta que deve anunciar ao povo a boa nova (Is 61:1). Afinal, o Espírito Santo é o órgão que, por intermédio dos profetas, transmite continuamente as ordens de Yavé a seu povo (Zc 7:12; Ne 9:30) e é até o apanágio dos sábios (Jó 32:8.18;). É interessante que as conceições mais antigas (com exceção de alguns textos proféticos Is 4:3ss; 11:2-5; 28:6 cuja origem pré-exílica é posta em dúvida por muitos críticos) não atribuem ao Espírito Santo efeitos morais, mas unicamente psíquico. Via-se, porém, nestes efeitos psíquicos, uma intenção de ordem moral, pois era assim que o Deus de Israel cumpria poderosamente as promessas da aliança, capacitando os seus representantes, por uma intervenção transitória ou por um dom permanente, para salvar ou para guiar o povo.
d. O Espírito Santo como Força Vital Criadora.
É só em textos relativamente tardios que a vida normal do homem é explicitamente atribuída ao Espírito (Ez 37:1-14; Jó 27:3; 33:4; 34:14; Sl 104:29; Is 42:5), embora a concepção de que o fôlego vital venha de Deus seja muito antiga (Gn 2:7; Gn 6:3,17; 7:15,22). Raramente o Espírito Santo é representado como força que opera na criação (Gn 1:2; Sl 33:6; Sl 139:7; Is 32:15; 104:30), a não ser em textos poéticos, onde o Ruah de Yavé significa vento (Êx 15:8,10; II Sm 22:15; Sl 18:16; 147:18; Os 13:15; Is 40:7; Jó 4:9; 26:13; 37:10).
e. O Espírito Santo como Força de ordem Moral.
O Espírito Santo que vai operar na Nova Aliança uma reforma religiosa e moral, do mesmo modo como Ele cumpria na Antiga Aliança as promessas da Aliança de então, este Espírito Santo caracteriza a Nova Aliança Futura. Conforme Isaías 11:16 repousará sobre o rei messiânico (Jesus), causando, além de qualidades intelectuais, também qualidades morais, que transcendem a natureza humana, sobretudo o conhecimento de Deus, a piedade e uma justiça perfeita. Nos seus colaboradores Yavé será um espírito de Justiça e de força heróica (Is 28:6). O Espírito Santo repousará sobre o seu servo, capacitando-o para ser o medianeiro da Nova Aliança e a luz dos povos (Is 42:1-4).
Repousará ainda sobre o profeta que deve anunciar e realizar a boa-nova e restabelecer a Justiça (Is 61:1-4). O Espírito Santo que deve fundar direito e justiça serão derramadas do alto (Is 32:15-17; 44:3-5); um Espírito de Juízo e de purificação lavará as imundícies da Filha de Sião (Is 4:4). Não apenas a comunidade, mas todo e qualquer homem deve ser purificado e recriado, recebendo o Espírito Santo; pois este faz com que ele viva conforme os mandamentos de Deus, no novo espírito (Ez 36:25-27; 39:29; Jr 31:31; 32:38-40). Esta nova criação, interna, que os profetas prometeram para o futuro, um salmista já o pede para o seu próprio tempo (Sl 51:12-14). Neste texto é que o Antigo Testamento atinge o seu auge: O Espírito Santo é compreendido como sendo uma força divina que torna o homem apto para cumprir a vontade de Deus. A seguir, analisando melhor os textos veremos mais profundamente o Espírito Santo atuar como uma pessoa da trindade, embora o Antigo Testamento o apresente como uma Força divina em alguns casos, é no N.T que veremos melhor sua atuação como uma Pessoa da Trindade.
Daqui a diante até determinado ponto analisaremos o conceito de alguns estudiosos sobre o assunto Paracletológico ou Pneumatológico, assunto esse que achei de suma importância abordar.

2. O Espírito Santo é uma hipóstase?
Pelo que foi exposto acima, vê-se que o Espírito Santo no A.T não é apresentado (em algumas passagens) como uma pessoa, nem no sentido escolástico (um ser individual de natureza espiritual, intelectiva), nem no sentido antigo, semítico (alguém que possua os seus próprios direitos, e age de modo independente). Ele é a força pela qual Deus intervém na vida do homem, e que pertence tão indistinguivelmente a Yavé como a sua mão ou a sua boca. Quando é representado como algo separável de Yavé, podendo operar fora de Yavé, então isto deve ser explicado pela mentalidade primitiva dos israelitas, que não conseguiam formar a noção de uma força ou uma ação abstrata, sem substrato material. O Espírito Santo originalmente o hálito de Yavé, opera fora de Yavé, como o hálito que sai da boca de um ser vivo. Por isso lemos que ele é enviado por Yavé (Is 48:16; Sl 139:7), colocado num lugar (Is 63:11) ou derramado (Is 32:15; Ez 39:29; Jl 3:1ss); que Ele está presente em Israel como protetor (Ag 2:5; Zc 4:6), que é guia (Sl 143:10; Is 63:14; Ne 9:6,20), mestre ou instrumento de revelação (Ne 9:30; Zc 7:12; Is 59:21). Raras vezes o processo de personificação chega a atribuir ao Espírito Santo sentimentos (Is 63:10) ou atividade intelectual (I Sm 23:2; I Rs 22:24). Estas expressões são usadas por Deus na sua santa Palavra para que tenhamos uma idéia do que é o Espírito Santo de Deus.
Não obstante muitos ignorem a grandeza do Espírito de Deus, a Bíblia com mais autoridade o mostra de uma forma sublime e pessoal, mais do que muitos sectaristas gostariam que fosse.
Nem no A.T, nem no judaísmo posterior a literatura rabínica o Espírito Santo torna-se uma hipóstase (ser independente, entre Deus e o mundo), conforme alguns admitem (as Testemunhas de Jeová). Seres entre Deus e o mundo são, no judaísmo, os anjos aos quais são atribuídas algumas atividades próprias do Espírito Santo (Zc 4:1,4; Dn 8:16ss; 9:21; 10:5,15ss) nunca se confundindo com Ele. Na Trindade não existe independência pois disse Jesus “Eu e o Pai somos Um” (João 10:30).

3. O Espírito Santo no Judaísmo
No judaísmo, o Espírito costuma ser chamado Espírito Santo, sendo considerado sobre tudo como a força divina que confere aos profetas o conhecimento do futuro e de coisas ocultas (Dn 13:45;) e inspira os autores dos Livros Sagrados. Fenômenos psíquicos extraordinários, como o êxtase e as visões proféticas, também lhe são atribuídos (Gn 41:38; Êx31:3; Nm 11:25), como ainda os feitos heróicos (o Espírito de força: Jz 6:34; 11:29 etc). Nos apócrifos do A.T o Espírito Santo não raras vezes é a força divina, conferida aos piedosos patriarcas para os fortalecer na prática da virtude (testSim 4:4; TestBenj 4:5), e que na renovação messiânica será derramado sobre todos os israelitas (testJud 24:2, TestLv 18:11).
Nos textos de Qumram “o espírito da verdade” é uma virtude, dada por Deus ao piedoso, que o torna capaz de viver segundo a vontade de Deus e as leis de sua santa comunidade; não é dado aos estranhos, que são impedidos pelo “o espírito de impureza”. No judaísmo tem-se em geral a convicção de que as manifestações do Espírito Santo pertencem aos tempos passados, e lamenta-se que Ele se retirou de Israel depois da atividade dos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias (I Mac 4:46; 9:27; 14:41), embora ainda haja rabinos que seriam dignos de o receberem (Sota 48) e cujo ensinamento às vezes é confirmado pela Shekinã ou por um bat-qol (retumbante voz celestial). Atribui-se esse desaparecimento do Espírito Santo aos pecados de Israel, na esperança, porém, de que Ele, no tempo messiânico, há de trazer de novo o profetismo e a renovação dos corações. “O período que os judeus disseram não haver mais o Espírito Santo foi o tempo chamado Inter-Bíblico onde Deus se silenciou para Israel num período estimado de 400 (quatrocentos anos). Estes textos apócrifos nestes casos aclaram melhor o nosso entendimento do assunto haja vista que “Onde não há profecia, o povo se corrompe....” Pv 29:18. Notas do autor.

4. O Espírito Santo no Novo Testamento
a. As concepções do Novo Testamento sobre o ES continuam as do Antigo Testamento. A maior parte das expressões com que no Antigo Testamento as atividades do Espírito Santo são descritas, encontra-se também no Novo Testamento; o ES vem do alto, do céu (Mc 1:10; Jo 1:32; I Pe 1:12), do Pai (Jo 15:26; 16:13), Ele desce (Atos 10:44; 11:15), é enviado ou dado pelo Pai (Lc 11:13; I Jo 3:24; 4:13; Gl 4:6; Rm 8:15) ou derramado (Atos 2:17; Tm 3:5ss); Ele enche o homem (Lc 1:15; 4:1; Atos 2:4; 4:6), repousa sobre ele (Jo 1:32ss); ou moro nele (Rm 8:9; I Co 3:16).
b. O ES é a força sobrenatural, pela qual Deus, em casos particulares, intervém para operar milagres no homem (como é o dom), vejamos: através do ES podemos expulsar demônios (Mt 12:28; Lc 11:20 diz pelo dedo de Deus), operar curas ou outros efeitos do poder divino, como a gravidez sobrenatural (Mt 1:18,20; Lc 1:35 onde o ES está em paralelismo com o poder do Altíssimo), e sobretudo para operar fenômenos sobrenaturais de ordem psíquica. A esses pertencem as intuições, visões e manifestações proféticas (Lc 1:41,67; 2:25ss; Atos 7:55; 8:29,39; 11:12,28; 20:23;; 21:11; I Co 12:11), o milagre do pentecostes (Atos 2:4,17), a glossolalia (Atos 10:44-46; 19:6; I Co 12:10; 14:2-28), a interpretação das línguas (I Co 12:10; 14:13,27), o discernimento dos espíritos (I Co 12:10; 14:29; I Ts 5:19-21; I Jo 4:1), a fé que opera milagres, etc. Em geral esses efeitos do ES quando não vigiando não são permanentes; assim pode-se compreender que alguém que é sempre cheio de ES pode ficar repleto do ES (falamos de ES visando o batismo com o ES e não no ES) para uma ocasião especial, como Estevão (Atos 6:3,11; 7:55). –De outro lado é intima a relação do ES com certos ofícios. Não apenas os profetas, mas também os doutores, os que governam (I Co 12:28), os Sete (Atos 6:3,5-11; 8:29) e sobre tudo os apóstolos (I Co 12:28; 7:40; Atos 1:8; 2:4; 5:3,9; II Tm 1:14) estão de modo permanente dotado com aquela força divina, para poderem cumprir devidamente a sua tarefa. Conforme Atos é o ES quem governa a comunidade, através dos apóstolos e dos seus colaboradores (Atos 1:8; 13:2; 15:28; 20:28; I Tm 4:14; II Tm 1:6).
Pela descida do ES na hora do seu batismo o próprio Jesus foi solenemente constituído como ungido e eleito de Deus (Mt 3:16; Jo 1:32; cf. Is 42:1; 61:1), de acordo com as predições dos profetas (Is 11:12; 42:1). Naquele momento Ele foi ungido por Deus com o ES e com força (Atos 10:38; preste-se atenção às noções paralelas; cf. Lc 1:35; Atos 1:8), quando, constituído como o Messias (ungido) esperado (Rm 1:4), no início de sua vida pública que foi inaugurada sob o influxo do ES (Mc 1:12; Mt 4:1).

5. O Espírito Santo como fonte Santificante.
a. João Batista pregava o batismo com água, como purificação para o Reino de Deus e para a vinda daquele que havia de batizar com o ES e com fogo (Mt 3:11), isto é, que havia de realizar a grande purificação messiânica. Esta devia ser feita portanto pelo ES, a pessoa divina que pela condenação dos pecadores havia de purificar o povo do mal (Is 4:4), e pelo fogo, que o limparia das escórias dos seus pecados (Am 7:4; Is 66:15; Ml 3:2). Esta santificação exprime-se de modo mais positivo em Mc 1:8 e Atos 1:5; 11:16: “Eu batizei com água; Ele batizar-vos-á com o ES e com fogo”. Aquele que é mais poderoso derramará sobre eles a força divina que conforme as concepções dos profetas (Ez 36:25-27; Jr 31:32-34) deve recriar moral e religiosamente o povo da nova aliança. Esse derramamento do ES no dia de Pentecostes foi para os apóstolos o sinal de que “os últimos dias”, preditos pelos profetas, e o tempo da salvação haviam chegado (Jl 4:12; Atos 2:17; 11:18) e que Jesus, o qual do céu lhes havia mandado aquela força divina para torná-los suas intrépidas testemunhas, exercia agora ao lado do Pai o seu poder régio (Atos 1:8; 2:33-36).
De fato, antes da entrada de Jesus na sua glória, antes que Ele exercesse o seu poder salvífico, o ES atuava por assim dizer “por medida” (Jo 7:39; 12:32ss), pois o ES é a força pela qual Cristo dá a vida sobrenatural aos seus fiéis. A partir deste momento, porém, o ES operava entre aqueles que foram santificados em Cristo ( ICO 2:12ss), não apenas em efeitos psíquicos, mas também e sobretudo como força santificadora, como princípio da vida eterna (I Co 6:11; Jo 3:5-8; 6:63).
Ele não é apenas “o penhor” (II Co 1:22; Ef 1:13) que garante ao Israel de Deus (Gl 6:16) a sua herança, a glória eterna (Rm 8:23), ele é também a força divina “da vida em Cristo” (Rm 8:2ss). Na nova aliança, a do Espírito, não da letra (II Co 3:6), o fiel pertence a Cristo (Rm 7:4). Pois ser cristão é possuir “o espírito de Cristo” (Rm 8:9), ou o ES (Rm 5:5); é estar no espírito (Rm 8:9), ser movido pelo Espírito de Deus (Rm 8:14), ser habitáculo do Espírito (Rm 8:11).
O ES garante ao fiel a filiação divina e a redenção do corpo da escravidão da corrupção (Rm 8:20-22), aquela redenção pela qual o próprio corpo, na ressurreição, se tornará espiritual (I Co 15:44), inteiramente compenetrado e dominado pelo ES (Fl 3:20).- O Es, vivificador e santificador, é tão intimamente ligado a Cristo, que, sem fazer distinção, Paulo diz: ser justificado “em Cristo”, ou “no espírito” (Gl 2:17; I Co 6:11), ser santificado em Cristo, ou no ES (I Co 1:2; Rm 15:16), ser marcado com selo de Cristo ou do ES (Ef 1:13; 4:30); declara até que Cristo é o Espírito (II Co 3:17), o Espírito vivificador (I Co 15:45; o segundo adão tornou-se Espírito vivificador; Jo 11:25; 14:6). Esta nova vida em Cristo ou no Espírito, o cristão recebe-a no batismo, no qual pelo espírito nasce à vida divina, a unidade com Cristo, e as dos fiéis entre si (Rm 6:3ss,12; Gl 3:27; I Co 6:11). A esta vida divina, ou ao Reino de Deus, o homem que é carne e sangue não pode ser elevado sem um novo nascimento, do alto, de um princípio divino, do Espírito; pois só o Espírito pode vivificar, ao passo que a carne para nada serve (I Co 15:50; Jo 3:3; 6:63). De fato, da carne, do que é humano é perecível, só nasce carne; do Espírito, porém, nasce espírito (Jo 3:6; Is 31:3). Por isso o homem tem que nascer da água e do espírito, do batismo que é o banho do renascimento e da renovação, pelo ES (Jo 3:5; Tt 3:5; Atos 2:38; 19:2-16). – Aos batizados o ES é comunicado ainda pela imposição de mãos (Dt 34:9; Atos 8:17-19; 19:6); aqui, porém, Ele não figura como Espírito santificador, mas como causa de um carisma especial (I Tm 4:14; II Tm 1:6).

6. O Espírito de Deus Parte II.

a. Operações Históricas entre os Homens.
O Espírito Santo atuou na criação, em Gn 1:1 aparece uma pluralidade do nome divino Eloim ao invés de Eloi, Gn 1:2 Ele atuou como agente de Deus, em relação aos homens, nas páginas do Antigo Testamento, o ES não era outorgado como dádiva permanente. Aparentemente isso sucedia até mesmo nos casos dos profetas, embora seja seguro pensarmos que os homens mais profundamente espirituais daquele período possuíam o dom do Espírito por tempos mais dilatados que o comum (Ml 2:15; Sl 51:11).
A operação do ES, nos tempos do Antigo Testamento, era equivalente ao que sucede aos crentes do Novo Testamento, segundo é expressamente ensinado nas Escrituras. No Antigo Testamento, o ES é retratado a lutar com os homens (Gn 6:3), a iluminá-los (Jó 32:8), a dar-lhes forças especiais (Jz 14:6,19), a conceder-lhes sabedoria (Jz 3:10; 6:34), a outorga-lhes revelações (Nm 11:25; II Sm 23:2), a prestar-lhes instruções sobre a sabedoria, o entendimento, o conselho, o poder, a bondade e o temor de Deus (Is 11:2) e a administrar-lhes a sua graça (Zc 12:10).
Durante a vida terrena do Senhor Jesus, a atuação do ES acompanhava as linhas gerais estabelecidas no A.T., com a exceção que houve então a promessa da vinda do Espírito Santo como alter ego de Cristo, como quem haveria de dar continuidade à presença e à obra de Cristo no mundo, como agente de sua personalidade. (Jo 14:15-17,25,26; 15:27; 16:5-15). O Senhor Jesus ensinou aos seus discípulos , quando de sua presença entre os homens, que o ES lhes seria dado em resposta às suas orações. (Lc 11:13).
Quando do encerramento de seu ministério terreno, Jesus prometeu que Ele mesmo rogaria ao Pai, a fim de que o dom do ES fosse amplamente outorgado aos seus seguidores. (Jo 14:16,17).
Na noite do dia em que ressuscitou, Cristo deu aos seus discípulos, no cenáculo, um bafejo preliminar do ES, como promessa e garantia do dom mais completo que se seguiria, ao soprar sobre eles, provavelmente no mesmo cenáculo (Jo 20:22).

No dia de Pentecostes, o ES desceu sobre todos quantos estavam reunidos no mesmo cenáculo, em um total de cerca de 120 pessoas. Não se há de duvidar que essa dádiva do Espírito envolveu mais do que os Doze apóstolos, segundo ficam subtendido no trecho de Atos 2:14, como também na profecia de Joel, conforme Simão Pedro mencionou em seu sermão, como interpretação daquela extraordinária ocorrência, que acabara de suceder (Joel 2:28-32; e Atos 2:16-21). Essa profecia revela-nos como o ES haveria de ser derramado sobre toda a carne, de modo pleno e transbordante. Os cento e vinte irmãos reunidos no cenáculo, pois, foram os primeiros a experimentar esta maravilhosa e marcante presença.
O restante da história diz respeito a como esse dom se expandiu a ponto de abarcar todos os povos; tantos aos judeus (evidentemente através da imposição de mãos, como método principal- ver Atos 8:17 e 9:17) como aos gentios (sem imposição de mãos, mas assim exerceram fé- Atos 10:44 e 11:15-18).
Todo crente deve possuir o Espírito Santo, pois de outro modo nem crente é. Isso pelas seguintes razões: a. Todo crente é nascido do Espírito (Jo 3:3,6 e I Jo 5:1). b .Todo crente é habitado pelo Espírito Santo (I Co 6:19; Rm 8:9-15; I Jo 2:26 e Gl 4:6), e é assim que o crente se torna templo de Deus. c. Todo crente possui o que se chama de batismo com o Espírito Santo (I Co 12:12,13; I Jo 2:20,27). d . Esse batismo é o selo de Deus que lhe assegura a obra final e completa da graça divina em sua vida (Ef 1:13 e 4:30).
Mas nem todo crente é igual aos demais, na questão da experiência da presença habitodora do ES ou da vida espiritual que Ele nos concede (Atos 2:4 em comparação com Atos 4:29-31). Esses passos bíblicos mostram-nos que até mesmo os discípulos originais, que miraculosamente receberam o ES, no dia de Pentecostes, depois receberam-no novamente, de maneira notável. Com base nesta informação, podemos supor que não há limites para que o ES pode e quer fazer na vida do crente, dependendo das circunstancias e da obediência pessoal daquele a quem o Espírito infunde. Outrossim, nem todos os seguidores de Cristo são iguais na questão dos dons que o ES dá, porque isso depende, por semelhante modo, da experiência espiritual que o indivíduo tem com Deus, de sua obediência, de sua receptividade e de sua busca diligente pelas realidades espirituais.

No que concerne à questão do batismo do ES, conforme o termo é usado em trechos como ICo 12:12,13 e I Jo 2:20,27, esse é o batismo que unifica todos os crentes, vinculando-os uns aos outros. Essa é a operação fundamental do ES na comunidade da Igreja cristã, pois com a mesma Ele infunde em todos os crentes algo da realidade que Cristo é, assegurando-lhes o seu destino apropriado, como discípulos seus. Todavia, se todos bebem assim do Espírito, por outro lado, no tocante à questão de alguma dádiva especial, como preparação para o serviço cristão, dotação de poder e de dons espirituais, como o falar em línguas e outras manifestações espirituais (segundo o parecer de muitos, nem sempre há o acompanhamento do falar em línguas, nessas manifestações especiais), é mister que se diga que nem todos os crentes são assim “batizados”.
>>>Muitos Pentecostais crêem que, a experiência do batismo no ES em Atos 2ss foi uma experiência parcial, ou seja, nem toda carne ainda experimentou o derramamento do ES em suas vidas, esse acontecimento se dará somente no Reino Milenial de Cristo. Se observarmos em nossas Igrejas há muitos que andam em sinceridade e obediência a Deus e sua palavra e não foram ainda impactados pelo ES, não que não sejam dignos, em absoluto mas, porque os Últimos dias ainda não chegaram.
Precisamos de pessoas que sejam cheias do Espírito Santo de Deus na vida. O ES é a gloriosa promessa de Cristo em nosso tempo e muitos não conseguiram ainda desfrutar dessa experiência. O que nos deixa estupefatos é saber que temos o ES a nossa disposição e tem crente que passa anos e entra anos e nunca sentiu o ES atuar em sua vida, são pessoas tantas vezes insensíveis e indiferentes para com Deus, Jesus disse certa feito que se nós pedíssemos Ele nos daria o ES e muitos não pediram ainda ou, não sabem pedir, pois, “pedistes e não recebestes porque pedistes mal” . A operação do ES tanto no Antigo como no Novo Testamentos é uma realidade inegável e Ele está tão presente em nosso meio como o dia que vem após o outro segundo as Sagradas Escrituras Deus não mudou, Ele é o mesmo ontem, hoje e será para sempre. Aleluia!.

b. Nomes do Espírito Santo.

O Espírito Santo aparece nas Sagradas Escrituras mormente sobre tudo no Novo Testamento com diversos nomes; quais são os nomes que o Espírito Santo recebe nas páginas do Novo Testamento? Ele é chamado de: a. Espírito de Deus (Rm 8:14); b. Espírito de Cristo (Rm 8:9); c. Espírito do Pai (Mt 10:20); d. Espírito do Senhor (II Co 3:17); e. Espírito Santo (Atos 2ss) f. Espírito de Sabedoria e Revelação (Ef 1:17); g. Espírito de poder, de amor e bom senso (II Tm 1:7); h. Espírito de Adoção ou de oração (Rm 8:15); i. Espírito de Santificação (Rm 1:4); j. Espírito de Vida (Rm 8:10); l. Espírito de Mansidão (I Co 4:21); m. Espírito de Consolo (Atos 9:31); n. Espírito da Glória (I Pe 4:14); o. Espírito de selagem, garantia de vida eterna (Ef 1:13,14); p. Espírito de Todas as bênçãos carismáticas cristãs (I Co 12:4); q. Espírito da Verdade (Jo 14:27; 15:27; e 16:13); r. Paracleto, Ajudador (Jo 14:16).

c. O Espírito Santo é uma Pessoa da Divindade

Segue-se agora dois prismas sobre a pessoa do Espírito Santo, analisaremos o pensamento das maiores autoridades Católicas e Evangélicas no assunto.
1º Conceito:
>>>Vejamos o que as principais autoridades Católicas acham sobre a pessoa do Espírito Santo.
a. Na maior parte dos textos do Novo Testamento o ES indubitavelmente é apresentado como uma força. Isto se evidencia não apenas pela coerência entre as concepções neotestamentárias e as do Antigo Testamento, mas também por numerosas expressões que descrevem o Espírito não como “alguém”, mas como “alguma coisa”, por exemplo: derramar o Espírito (Atos 2:33; Tt 3:5), apaga-lo (I Ts 5:19), batizar no ES, com o ES (Mc 1:8; Atos 1:8), Selar (Ef 1:13);
Ungir com o ES (Atos 10:38), estar embebido do ES (I Co 12:13), ser escrito com o ES (II Co 3:3), estar repleto do ES (Lc 1: 15,41; Ef 5:18), e pelo paralelismo entre o ES e a força de Deus (por exemplo, Lc 1:17,35; Atos 1:8). Onde, portanto, uma atividade intelectual é atribuída ao ES p. ex., falar (Atos 8:29), aspirar (Rm 8:6), habitar (Rm 8:9), ainda não se pode sem mais nem menos concluir que Ele é realmente concebido como pessoa, pois expressões semelhantes aplicam-se igualmente a coisas personificadas ou a noções abstratas, p. ex., a carne aspira (Rm 8:6), a lei diz (Rm 7:7), o pecado habita (Rm 7:17). Também a expressão: blasfemar contra o ES, não pode valer como prova da personalidade do ES, pois blasfemar contra o ES é atribuir a Belzebu a expulsão de espíritos maus que Jesus operava pela força de Deus (o dedo de Deus de Lc 11:20 é o Espírito de Deus de Mt 12:28). Fora de Mt 28:19 (Trindade) não há nenhum texto nos evangelhos sinóticos que apresente claramente o ES como pessoa.
b. Também nos Atos o ES geralmente é concebido como força, não como pessoa; Ele é sobretudo um dom (Atos 2:38; 10:45) que Deus confere aos pregadores dos Evangelhos (passim). Em alguns lugares Ele é personificado; fala pela boca dos profetas (Atos 4:25; 28:25), fala aos apóstolos (Atos 8:20; 10:19; 11:12; 13:2; 20:23; 21:11), lhes dá uma missão (Atos 13:4); impede (Atos 16:6) ou não permite (Atos 16:7), constitui os supervisores para governarem a Igreja (Atos 20:28). Enganar os apóstolos não é enganar a homens mas ao ES (Atos 5:3) ou a Deus (5:4), é tentar o ES (5:9). Todas essas expressões podem ser entendidas como personificações da força divina; só 15:28 (“pareceu bem ao ES e a nós”) indica de modo mais claro uma pessoa.
c. Nas epístolas paulinas, em que o termo “espírito” se encontra 146 vezes, seja para o espírito do homem, seja (o que é mais freqüente) para o ES, santificador de Deus Pai, ou do Filho Jesus Cristo (II Co 3:17; Gl 4:6; Fl 1:19), a personalidade do ES manifesta-se de modo mais claro; Rm 8:15ss:26; I Co 3:16; 14:15. Em I Co 2:10 o conhecimento que o espírito humano tem do homem (2:11) mostra que Paulo considera aqui mais a natureza divina do que a pessoa do ES. Isso já não é assim nas fórmulas trinitárias (I Co 12:4-6 e II Co 13:13; Trindade).
d. Em João o ES (14:26) é o Espírito da verdade (14:15; 15:26; 16:13; cf. I Jo 4:6; 5:6), “um outro auxiliador”; Parácleto. O ES é um “outro” auxiliador, porque depois da ascensão de Cristo Ele o substitui, socorrendo aos discípulos (Jo 14:26; I Jo 2:27), ensinando-os em tudo o que o próprio Jesus ainda não tinha dito, e revelando-lhes o futuro (16:13), lembrando-lhes a doutrina de Cristo (14:26; 16:12), dando-lhes testemunho de Jesus (15:26; cf. I Jo 5:5-10), e glorificando-o (16:14). O ES como substituto de Cristo na Igreja é descrito aqui de modo tão pessoal, que é indicado com o pronome masculino (Ele: 16:8,13), embora (Espírito) seja neutro. Segue-se disso que João pensa numa pessoa, distinta do Pai e do Filho, presente e ativa nos fiéis, junto com o Pai e o Filho (14:16-19,26; 15:26; 16:7; 17:21-23).
Vimos neste tópico o prisma Católico da Pessoa do Espírito Santo, segue-se agora o conceito Protestante sobre As obras e características desta Pessoa Divina.
2º Conceito:
O Espírito Santo é um ser vivo, dotado de personalidade própria, não sendo meramente uma influência ou emanação de Deus. Antes, é uma pessoa, claramente divina, que faz parte da Trindade da Deidade. (Jo 14:16,17,26; 16:7-15 e Mt 28:19).
1. Como o ES é visto no Antigo Testamento?
Ele é visto como: a. Uma pessoa divina, dotada de atributos divinos (Gn 1:1,2) b. Compartilhou da obra da criação, o que nos pode dar a entender a sua onipotência (Gn 1:2; Jó 26:13 e Sl 104:30). c. Dotado de onipresença (Sl 139:7). d. Testifica aos homens no tocante ao pecado e à justiça (Gn 6:3). e. Age como agente iluminador do entendimento humano (Jó 32:8). f. Dota os homens de poder (Êx 28:3; 31:3). g. Aparece como Espírito de sabedoria (Jz 3:10; 6:34; 11:29; 13:25). h. Inspira as declarações divinas e as profecias (Nm 11:25; II Sm 23:2). i. É um agente que ajuda aos servos de Deus (Sl 51:2; Joel 2:23; Mq 3:8 e Zc 4:6). j. É santo e bom (Sl 51:11; 143:10). l. Age como Juiz (Is 4:4). m. Possui os atributos de sabedoria, entendimento, conselho, poder, bondade, conhecimento, e inspira o temor de Deus (Is 11:2).
n. Influencia e vem habitar nos homens em ocasiões especiais, não o fazendo permanentemente (Sl 51:11; não havendo nenhuma indicação no A.T. de que o Espírito descesse sobre qualquer pessoa, exceto os profetas ou outros indivíduos de importância, para alguma finalidade específica). o. A influência do ES é vista atualmente em três níveis, no A.T., a saber: 1º no nível intelectual (Êx 28:3; 35:3,31; Dt 34:9); 2º no nível moral (Sl 51:11; Is 63:10); 3º no nível espiritual ou religioso (Os 9:7; Ez 2:2 e 3:24). p. O ES foi prometido para uma nova dispensação futura, em que se manifestaria de outras formas, a tal ponto que, nos tempos do Messias, Ele seria derramado sobre “toda a carne” (Joel 2:28 e ss).
2. Como o Espírito Santo é visto no Novo Testamento?
Em face do fato de que o Novo Testamento se alicerça sobre o Antigo, é natural que a nova dispensação compartilhe, em termos gerais, das idéias antigas, ainda que com algumas adições e esclarecimento.
a. Em relação a Cristo, o ES é visto na concepção da Virgem Maria (Mt 1:18-20; Lc 1:23), é visto como aquele que ungiu e fortaleceu a Cristo, quando de seu batismo, para que Ele pudesse dar início a sua missão especial como Messias (Mt 3:16). Também o ES é visto como o agente capacitador de Cristo em seu labor, maneira de andar e serviço (Lc 4:1,14), como a força ressuscitadora (Rm 8:11) e, desde então até o presente, na qualidade de “alter ego” de Cristo neste mundo, o ES é visto a realizar a obra de Cristo, como sua testemunha poderosa (Jo 15:26; 16:8-11,13,14).
b. Em relação a todos os homens o ES é visto como uma força influenciadora universal, que testifica sobre o pecado, a retidão e o julgamento. Ele controla o mal que há no mundo e convence os homens do pecado, atuando sobre todos os homens através de sua influência, personalidade e presença (Jo 16:7-11). Podemos supor que o mundo seria intoleravelmente mau, não fora à influência do ES, que constrange a iniqüidade inerente nos homens.
c. Em relação à Igreja, o Espírito Santo é visto como o único que pode regenerar a uma alma, mediante seu toque operador e transformador (Jo 3:3-5). Todos os crentes, portanto, devem possuir o ES (Rm 8:9), ainda que a sua influência varie grandemente de um crente individual para outro, dependendo isso exclusivamente de como cada qual permite que o ES o controle (Atos 2; Ef 1:13,14 e 5:18). É igualmente o ES que forma a unidade da Igreja, em um corpo (Mt 16:18; Hb 12:23; I Co 12:12,13, o que pode ser chamado de “batismo”, ainda que não se trate de um batismo da mesma natureza com que o crente individual pode ser batizado). E é desse modo que a Igreja se torna templo do ES, seu lugar especial de manifestação (I Co 3:16,17). A presença habitadora do ES, entre os crentes, deve ser contínua e perpétua (Jo 14:16). Essa presença habitadora produz frutos no crente, similares a natureza moral positiva de Deus (Gl 5:22,23). O alvo precípuo da implantação dos frutos do Espírito no crente, bem como de todas as suas operações na alma, é o de transformar os crentes segundo a imagem de Cristo, nos termos mais literais possíveis, de tal modo que estes venham a compartilhar da natureza moral e metafísica essencial de Cristo (Rm 8:29; Ef 1:23; e II Co 3:18). E, sendo o ES aquele que nos impulsiona na direção desse alvo, Ele é o intercessor em favor dos crentes, orando naquilo que o crente nem ao menos é capaz de proferir, visando o benefício dos mesmos (Rm 8:2-17). O ES é igualmente a garantia da herança que os crentes têm em Cristo (Rm 8:15-17). No funcionamento das Igrejas locais, o ES é o distribuidor de todas as manifestações carismáticas espirituais (I Co 12-14).
3. Vejamos os símbolos do Espírito Santo:
a. O azeite (Jo 3:34 e Hb 1:9).
b. A água (Jo 7:39,39).
c. O vento (Atos 2:2; e Jo 3:8).
d. O fogo (Atos 2:3).
e. A pomba (Mt 3:16).
f. O selo (Ef 1:13 e 4:30).
g. O pagamento inicial ou garantia (Ef 1:14).
Estes são alguns símbolos do ES, ou seja, a forma como Ele se manifesta para o seu povo. Sendo o ES um “espírito” como Deus, Ele precisa se comunicar de uma forma que seus servos lhe compreenda e não tem nada melhor do que esses símbolos para falar aos nossos corações. Por exemplo: O azeite fala de suprimento de necessidade (Lv 2:1-7); A água fala de vida pois, ninguém consegue sobreviver sem água, não é por acaso que os cientistas querem achar algum vestígio de água em Marte (Sl 42:1) e por ai vai!
4. O Espírito Santo é o terceiro membro da Trindade Santa.
“O pano de fundo sobre o que Paulo tem a dizer concernente ao ES tem bases no Antigo Testamento. Ali o Espírito aparece como “o sopro de Deus”, no sentido de ser a presença de Deus ou o poder de Deus como algo visível e operante no mundo. Somos informados de que o Espírito de Deus pairava por sobre o caos primevo (Gn 1:2); que os profetas foram iluminados e fortalecidos pelo Espírito (I Sm 10:10, além de muitas outras referências); que ninguém é capaz de fugir da presença do Espírito de Deus (Sl 139:7). O Espírito de Deus é a presença auto-autenticador do poder de Deus.
É ensinado no A.T. que o Messias seria especialmente dotado pelo ES. E a nova dispensação, que Cristo inauguraria, haveria de ser uma era do Espírito Santo. Ora, um dos fatos mais certos e íntimos da primitiva comunidade cristã é que ela vivia em um ambiente de manifestações do Espírito. Esse Espírito se apresentava tanto como o Espírito eterno de Deus quanto como o Espírito de Jesus, - que era relembrado como companheiro e Mestre. A possessão do ES, pois, era considerados o selo da ressurreição e o sinal seguro de que a nova era de fato começava. O Espírito Santo é como o pagamento inicial da glória futura, -que, portanto, deixa de ser assim inteiramente futura.
O Espírito Santo (descrito em Rm 5:5 como “amor de Deus...derramado em nossos corações”) é, portanto, a base empírica da fé e da esperança. Ele é a garantia tanto da significação do que ocorreu (isto é, a morte e ressurreição de Jesus, bem como a justificação dos crentes) como da realidade do que ainda acontecerá (ou seja, à volta de Cristo e a nossa total libertação do poder do pecado e da morte). É o ES que reúne todas as peças componentes daquele acontecimento e que denominamos de revelação em Cristo, transpondo o hiato entre o pretérito e o futuro, o que, até este ponto, com tanta freqüência tem aparecido como importante característica e elemento do pensamento Paulino ““.
Vimos ai que os prismas não divergem muito um do outro, no entanto, queremos ressaltar que, embora na nossa língua (Português) não esteja bem claro que o ES é uma pessoa, na língua original na qual a Bíblia foi escrita (isto é, o grego) some toda e qualquer ambigüidade. Vejamos: “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará Outro consolador” (Jo 14:16). “Outro” no grego aparece 2 palavras “Reteros” e “Allos”, Reteros sig. Outro “diferente”, porém Jesus usou o termo “Allos”, ou seja, “Igual” se o ES não é uma Pessoa Jesus também deixa de ser.
d. Sumário de Qualidades e Atribuições.
>>>Um sumário de ensino bíblico sobre as qualidades e atribuições do Espírito Santo, seria mais ou menos o seguinte: 1. Ele é o Espírito de Deus (Rm 8:14). 2. Ele é o Espírito de Cristo (8:9). 3. O Espírito do Pai (Mt 10:20); 4. O Espírito do Senhor (II Co 3:17). 5. O Espírito Santo (Atos 2ss). 6. O Espírito de sabedoria e de revelação (Ef 1:17). 7. O Espírito de poder, amor e de bom senso (II Tm 1:7). 8. O Espírito de Adoção e de oração (Rm 8:15). 9. O Espírito de santificação (Rm 1:4). 10. O espírito de vida (Rm 8:10). 11. O Espírito de mansidão (I Co 4:21). 12. O espírito de Consolo (Atos 9:31). 13. O Espírito de Glória (I Pe 4:14). 14. O Espírito de Selagem, a garantia da vida eterna (Ef 1:13,14). 15. O Espírito de todas as manifestações cristãs carismáticas (I Co 12.4).
>>>Poderíamos usar vários adjetivos para tentar sumariar o Espírito Santo mas, cremos que os expostos acima seriam o suficiente para dar uma idéia atinente a pessoa do Espírito de Deus. E não obstante isso, medite no seguinte pensamento. As Igrejas precisas da manifestação constante do ES no seu seio, não devem ser uma Igreja a exemplo daquela antes do Pentecostes mas a Igreja pós Pentecostes senão vejamos:
A Igreja, antes do Pentecostes, estava trancada por medo; depois do Pentecostes, foi trancada por falta de medo. Antes do Pentecostes, os discípulos se refugiaram nos cenáculos, intimidados, calados, assombrados e escandalizados com a cruz; depois do Pentecostes, eles foram para as ruas, para as praças, para o templo, para o sinédrio, para as prisões, para as províncias, por todo o império e, com ousadia de Deus, anunciou o poder da cruz, no poder do Espírito Santo. O Pentecostes mudou o rumo da vida deles. Ali eles receberam poder. Ali eles foram batizados no Espírito Santo. A partir dali, eles revolucionaram o mundo, e em você? Seja cheio do Espírito Santo adore Ele pois somente adorando-o haveremos de ter sempre em nossas vidas a real e soberana presença do Espírito de Deus. Que assim seja, Amém!
e. Espírito Santo da Verdade.
No evangelho de João 14:17 lemos: “A saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós.”
...”O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber...”
o Espírito Santo é chamado de Espírito da verdade por causa dos seguintes pontos:
1. Ele vem de Deus e representa a verdade de Deus, a fonte de toda a verdade. Ensina os homens a verdade de Cristo.
2. Ele é a revelação especial e a iluminação da verdade do “Logos” eterno.
3. Ele é o revelador da verdade de Jesus em sua encarnação, bem como de sua manifestação entre os homens, isto é, das verdades que Ele veio desvendar, visando o benefício da humanidade, por causa do ministério terreno de Jesus, o “Logos” encarnado.
4. Ele torna a verdade objetiva (a verdade divina) subjetiva para os homens, transmitindo-a para eles e fazendo-os compreenderam-na. Essa aplicação consiste particularmente na iluminação da plena verdade de Deus, segundo ela tem sido revelada em Cristo, para benefício dos homens.
5. Em sua própria pessoa Ele é a verdade, porquanto Ele mesmo é Deus, sendo especialmente por seu intermédio que os homens estão sendo transformados, para que venha atingir com êxito o seu destino como homens. Ele é a verdade metafísica revelada aos homens, porquanto produz essa revelação nos homens, administrando a vontade de Deus Pai. Ele produz em nós aquela transformação ética diária, e é através dessa operação que Ele produz a transformação metafísica do ser humano, a fim de que os remidos se tornem participantes da natureza divina. (II Co 3:18).
Além da presente referência ao ES, chamando-o de “Espírito da verdade”, também vemos essa verdade exposta nos trechos de João 15:26; 16:13; e I João 4:6.
6. Entre as cinco afirmativas atinentes do divino Ajudador, três chamam-no de Espírito da verdade: João 14:17; 15:26; 16:13.
Cristo era a verdade encarnada, Jo 14:6. Aquela fé religiosa que negligencia a Cristo, ou lhe confere posição inferior à que Ele tem no N.T., é falsa. Gl 1:8,9.
O Espírito será o agente que conduzirá os homens a Cristo, aqueles que o Pai lhe deu. Jo 15:26.
Na qualidade de “Espírito da verdade”, o divino Paracletos guiará os remidos a “...toda verdade...” “Tenho ainda muito que vos dizer...” Isso teria lugar quando da continuação da obra de Cristo no mundo e nos corações de seus discípulos, mediante o ministério do ES, antes e depois de sua ascensão aos lugares celestiais.
f. Testemunha da Salvação dos Crentes
Rm 8:16 diz: “O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”;
“... O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus...” O ES continua em foco em Rm 8:16, e não o espírito humano ou o homem interior. Embora o Espírito de Deus é quem dê testemunho da filiação dos crentes, é o espírito humano que recebe esse testemunho.
“...testifica com ...” Essas palavras significam que o Espírito de Deus reforça e acompanha o testemunho já existente no homem interior.
É devido a essa consciência de filiação, que tem origem divina, que os crentes aprendem, de maneira bem real, a chamar Deus de “Aba, Pai”. Um indivíduo qualquer pode ter alguma inclinação para invocar a um poder superior, como se pedisse auxilio de seu pai; mas é o ES que produz, no crente, o conhecimento espiritual e a íntima convicção dessa realidade, assegurando-lhe que Deus, o mais elevado de todos os poderes, é seu Pai, espiritualmente falando. Isso assegura a consciência não somente da dignidade de sua posição, mas também da natureza de sua transformação segundo a forma de vida divina. Ef 3:19.
O trecho de Gl 4:6 é um paralelo quase exato desse versículo. Ali vemos que o Filho foi enviado por Deus Pai com o propósito distinto de criar, no coração humano, o clamor que diz “Aba, Pai”.
A certitudo gratiae, ou seja, a “certeza da graça”, tem sido corretamente deduzida deste versículo, contrariamente ao parecer daquelas que pensam que ninguém pode ter real certeza de que está “Salvo”, ou que tem sido levado à justificação e à regeneração por meio da graça divina.
Testes de Confirmação.
1. O próprio impulso íntimo que nos impele a considerar Deus como nosso Pai, invocando-o como tal.
2. A consciência que disso temos, intuitiva, e não racional, mas nem por isso, irracional.
3. A “Comunhão” assim criada, e isso com Deus Pai e com Deus Filho, o que pressupõe um contato espiritual genuíno (I Jo 1:3).
4. A comunhão que é criada entre nós e os outros crentes, em um profundo amor, formando uma espécie de laço familiar (I Jo 1:7).
5. Um andar santo, em que a vitória sobre o pecado, apresentado por todo o oitavo capítulo da epístola aos Romanos, bem como o trecho de I Jo 1:7.
6. A importantíssima consciência de que o alvo dessa nossa comunhão é fazer-nos semelhantes ao Filho de Deus, sendo nós progressivamente conformados segundo a sua imagem, por obra e graça do Espírito Santo. (Rm 8:29 e I Jo 3:2, que são trechos que expressam esse mesmo conceito).
g. A Obra e Orientação do Espírito Santo.
1. Os antigos títulos atribuídos ao livro de Atos, incluíam aquele sugerido por alguns dos primeiros pais da Igreja: “Atos do Espírito Santo”. Esse livro pressupõe, do princípio ao fim, que o ES é a força dirigente do movimento dos missionários cristãos.
2. O Pentecoste (Atos 2), foi o principio das operações do Espírito; e esse ato promoveu para a Igreja o seu nascimento e o poder necessário para a sua expansão.
3. Por ser criador (Gn 1:26,27), o ES também é capaz de realizar criações espirituais (II Co 5:17) e assim sendo, ele é a força por detrás de toda a espiritualidade (Gl 5:22,23), a começar pela conversão (Jo 3:3).
4. Ele dirige ativamente os ministros do evangelho (Atos 16:6,7,10).
5. Ele santifica àqueles que converte (Rm 15:16).
6. Ele exerce um ministério no mundo, e não apenas na Igreja (Jo 16:8-11).
7. Ele é o mestre supremo (João 14:26).
8. Glorificar Cristo e promover a sua causa é o objetivo de seus esforços (Jo 15:16).
9. Ele habita nos santos (Ef 2:20), tornando-os templos de Deus e conferindo-lhes acesso a Deus.
10. Ele ajuda-nos em nossas fraquezas (Rm 8:26).
11. Temos a capacidade de resistir ao Espírito Santo (Atos 7:51), bem como de entristecê-lo (Ef 4:30).
h. Autor de Inspiração
Referências e idéias. A inspiração dada pelo Espírito Santo:
1. A inspiração do Espírito Santo foi predita (Joel 2:28 com Atos 2:16-18). 2. Toda a Escritura foi dada por ela (II Sm 23:2; II Tm 3:16 e II Pe 1:21). 3. O se desígnio é revelar os acontecimentos futuros (Atos 1:16; Atos 28:25; e I Pe 1:11). 4. É revelar os mistérios de Deus (Amós 3:7 e I Co 2:10). 5. É conferir poder aos ministros (Mq 3:8 e Atos 1:8). 6. É dirigir aos ministros (Ez 3:24-27; Atos 11:12 e 13:2). 7. É controlar aos ministros (Atos 16:16). 8. É testificar contra o pecado (II Reis 17:13; Ne 9:30; Mq 3:8 e Jo 16:8,9). 9. seus modos de manifestação são diversos (Hb 1:1). 10. Por impulso secreto (Jz 13:15; II Pe 1:21). 11. Por uma voz (Is 6:8; Atos 2:29 e Ap 1:10). 12. Por visões (Nm 12:6 e Ez 11:24). 13. Por Sonhos (Nm 12:6 e Dn 7:1). 14. É necessária às profecias (Nm 12:6 e Dn 7:1). 15. É irresistível (Amós 3:8). 16. Os desprezadores da inspiração do Espírito são castigados (II Cr 36:15,16 e Zc 7:12).
Não temos porque negar a inspiração bíblica pois até as evidências científicas provam que a bíblia é a palavra de Deus.
Segundo as Escrituras Sagradas homens santos falaram acerca de Deus inspirados pelo Espírito Santo. Cremos na Inspiração da Parte do Espírito Santo 1º: Pelas provas geográficas e arqueológicas. 2º: Pela razão, ou seja, a lógica leva a crer na mesma. 3º. Pelo vaticínio do Antigo Testamento e pela ratificação no Novo Testamento.4º: Pelo Testemunho de Jesus e a Confirmação dos apóstolos. 5º: Pela operosidade que a mesma faz ainda hoje e que a ciência não consegue explicar. Em fim, pela incredulidade humana e seus bombardeios mas, a subsistência da mesma até agora.
i. O Espírito de Cristo é o Espírito de Deus: Romanos 8:9
Não se pode demonstrar, pelas Escrituras, que o “Espírito de Cristo” não é o mesmo “Espírito Santo”.
Dá-se justamente o contrário, pois o Espírito de Deus recebe muitas resignações nas páginas da Bíblia, conforme também se vê claramente na mesma. Por exemplo no primeiro versículo vemos claramente um sinônimo onde o Espírito Santo se entrelaça com o Espírito de Cristo. Ainda que deixássemos inteiramente de lado a porção final deste versículo, que encerra a referência ao “Espírito de Cristo”, a primeira parte do mesmo já afirma que todos os crentes devem contar com a presença habitadora do Espírito de Deus, já que os verdadeiros crentes são descritos como pessoas que estão “no Espírito”, e não “na carne”.
Esse “estar no Espírito” é imediatamente esclarecido pelo próprio versículo como a presença habitadora do ES. É essa presença habitadora que faz o crente “estar no Espírito”, e não “na carne”. Toda essa verdade pode ser determinada sem fazermos qualquer vinculação ao “Espírito de Cristo”. A sentença que diz que o Espírito de Cristo está em nós foi acrescentada a fim de declarar a mesma verdade ao contrário, o que já havia sido afirmado direta e positivamente. Por conseguinte “estar no Espírito” significa contar com a presença habitadora do ES, pois, sem a presença habitadora do ES (ou Espírito de Cristo), o indivíduo não pertence a Jesus Cristo, nem ao menos sendo um crente.
Conclusão

Pondo para um lado todas as controvérsias, deve-se asseverar que a presente análise ensina, bem especificamente, que o verdadeiro crente deve ter uma vida vitoriosa, algo que não pode ser conseguido pelos legalistas, porquanto é dentro do sistema da graça divina que o ES de Deus é propiciado aos homens, a fim de neles habitar, com o resultado óbvio e necessário que andará santamente na fé cristã. Portanto , a graça divina exige um andar santo, dando-nos, igualmente, as armas necessárias para cumprimento desse alvo, longe de dar-nos licença para pecar. O crente é templo de Deus. o Espírito Santo purifica esse templo quando se muda para ali, a fim de que faça do crente sua habitação apropriada. Porém, se esse templo não for limpo no sangue de Cristo e através da regeneração do Espírito, não é possível encontrarmos o Espírito de Deus ali habitando.

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