sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Escatologia






Introdução à Escatologia Bíblica

Escatologia bíblica, tradicionalmente, é o estudo das últimas coisas, isto é, dos eventos que estão para acontecer, segundo as Escrituras. Por conseguintes, vem lidando com questões ligadas à consumação da história, à complementação da obra de Deus no mundo. É chamada bíblica no nosso caso, porque ela pode ser extrabíblica.
O termo Escatologia deriva do grego XXXXXX (“eskatos”, último, de tempo final), e XXX (“logia – logos”, proclamação, tratado, isto é, o assunto tratado, estudo de um conjunto de idéias). Em resumo, Escatologia é o estudo doutrinário que trata das últimas coisas da era final.
No final do século XIX e ao longo do XX, a escatologia vem recebendo mais atenção do que nunca. Há uma série de razoes para a presente atenção dispensada à escatologia. Uma, é o rápido desenvolvimento da tecnologia e as conseqüentes mudanças em nossa cultura como um todo. Para fugir da obsolescência, é necessário que as empresas e as instituições publicas prevejam o futuro e se preparem para ele. Isso fez surgir uma disciplina inteiramente nova – “futurologia”.
A segunda causa importante da proeminência da escatologia é o crescimento do Terceiro Mundo, cujo presente pode ser árido, mas cujo futuro guarda grandes promessas e potenciais. Uma vez que o cristianismo continua seu rápido crescimento no Terceiro Mundo, alias, mais rápido que em qualquer outro lugar, o entusiasmo e a expectativa com respeito ao futuro estimulam maior interesse na escatologia que na história consumada.
Certas escolas de psicologia também passaram a salientar a esperança. A psicologia conclui que os homens precisam de propósito para viver. Quem tem esperança, quem “sabe o ‘porquê’ de sua existência será capaz de suportar qualquer ‘como’”. Realmente, o porquê, o propósito da existência está ligado ao futuro, ao que a pessoa espera que ocorra.
A insegurança de nossos dias continua provocando um crescente interesse pelos “fins dos tempos”. O anseio que o cristão sente para “saber os tempos e as estações”, não é fenômeno apenas do século vinte. O povo de Israel há mais de dois mil anos já ouvia a voz dos profetas anunciando um tempo futuro em que a justiça de Deus haveria de por fim a todos os males. Naquele dia o Senhor visitaria os ímpios com justiça e os castigaria, segunda a aplicação da lei divina (Jr 6.15; 10.15; 46.21; 51.6), enquanto para o verdadeiro povo de deus haveria salvação eterna (Sl 80.16; 105.3; Sf 3.16,19).

O Homem – Feito Imagem e Semelhança de Deus

Em Gn 1.26—28 lemos a respeito da criação dos seres humanos; Gn 2.4—25 supre por menores mais específicos a respeito da sua criação e do seu meio ambiente. Esses dosi relatos se completam e ensinam várias coisas.
Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de Deus, não um produto da evolução (Gn 1.27; Mt 19.4; Mc 10.6).
O homem e a mulher, igualmente, foram criados à imagem e semelhança de Deus. À base dessa imagem, podiam comunicar-se com Deus, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a Deus e obedecendo-o (Gn 2.15—17).
Eles tinham semelhança moral com Deus, pois não tinham pecado, eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o que era certo (Ef 4.24). Viviam em comunhão pessoal com Deus, que abrangia obediência moral (Gn 2.16, 17) e plena comunhão. Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com Deus foi desvirtuada. Na redenção, os crentes devem ser renovados segundo a semelhança moral original (Ef 4.22—24; Cl 3.10).
Adão e Eva possuíam semelhança natural com Deus. Foram criados como seres pessoais tendo espírito, mente, emoções, autoconsciência e livre arbítrio (Gn 2.19, 20; 3.6, 7; 9.6).
Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de Deus, o que não ocorre no reino animal. Deus pôs nos seres humanos a imagem pela qual Ele apareceria visivelmente a eles (Gn 3.8; 18.1, 2, 22) e a forma que seu Filho um dia viria a ter (Lc 1.35; Fp 2.7; Hb 10.5).
O fato de seres humanos terem sido feitos à imagem de Deus não significa que são divinos. Foram criados segundo uma ordem inferior e dependentes de Deus (Sl 8.5).
Toda a vida humana provém inicialmente de Adão e Eva (Gn 3.20; At 17.26; Rm 5.12).
O homem e a mulher receberam o encargo de serem frutíferos e de dominarem sobre a terra e o reino animal.
Foram criados para constituírem lares para a família. Esse propósito de Deus, declarado na criação, indica que Ele volta-se para a família que o serve e que a criação de filhos é algo de máxima prioridade no mundo (Ef 5.21; Tt2.4, 5).
Deus esperava deles que lhe dedicassem todas as coisas da terra e que as administrassem de modo a glorificar a Deus e cumprir o propósito divino (Sl 8.6—8; Hb 2.7—9).
O futuro da terra passou a depender deles. Quando pecaram, trouxeram ruína, fracasso e sofrimento à criação de Deus (Gn 3.14—24; Rm 18.19—22).
É obra exclusiva de Jesus Cristo restaurar a terra à sua posição e função perfeitas, na sua vinda, no fim desta era (Rm 8.19—25; 1 Co 15.24—28; Hb 2.5—8; Ap 21.1).

Recomendação Divina ao Homem

Em Gn 2.16, 17 está escrito: “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.
Desde o marco inicial da história, a raça humana tem estado vinculada a Deus, mediante a fé na sua palavra e a obediência à mesma, como a verdade absoluta.

1) Adão foi advertido de que morreria se transgredisse a vontade de Deus e comesse da árvore da ciência do bem e do mal. Este risco de morte tinha que ser aceito por fé, tendo por base aquilo que Deus dissera, posto que Adão não tinha presenciado a morte humana.

2) O mandamento de Deus a Adão foi um teste moral. Esse mandamento significou para Adão uma escolha consciente e deliberada de crer e obedecer, ou de descrer e desobedecer à vontade do seu criador.

3) Enquanto Adão crescesse na palavra de Deus e obedecesse, viveria para sempre em maravilhosa comunhão com Deus. Se pecasse e desobedecesse, colheria a ruína moral e a ceifa da morte.

A Morte

Quando falamos de escatologia, precisamos distinguir entre a escatologia individual e a escatologia cósmica – experiências que se colocam, uma, no futuro do indivíduo e, outra, no futuro da raça humana ou melhor, de toda a criação. A primeira ocorrerá a cada individuo na hora da morte. A segunda ocorrerá a todas as pessoas, simultaneamente, em associação com eventos cósmico, ou, especificando, a Segunda vinda de Cristo.

A Realidade da Morte

Um fato inegável no futuro de todas as pessoas é a inevitabilidade da morte. Há uma afirmação direta desse fato em Hebreus 9.27: “Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disto, o juízo”. Essa idéia percorre todo o capítulo 15 de 1 Coríntios, em que lemos sobre a universalidade da morte e sobre o efeito da ressurreição de Cristo. Apesar de se dizer que a morte foi derrotada e seu aguilhão, removido pela ressurreição (versículo 54—56), não se insinua que não morreremos. Paulo com certeza aguardava sua própria morte (2 Co 5.1—10; Fp 1.19—26).

Etimologia

A palavra “morte” tem, porém, mais de um sentido na Bíblia. É importante para o crente compreender os vários sentidos do termo morte.
Thanatos (Homero) – “morte” significa o “ato de morrer” ou o “estado da morte”. Emprega-se também para o período mortal, o modo da morte, e a pena da morte.
Thnetos (Homero) – “mortais”. Os homens são chamados de hoi thnetoi (“os mortais”), em contraste com os deuses que possuem athanasia (“imortalidade”).
Thnesko, “morrer” e Apothnesko, “expirar” – significam ato de morrer.
Synapothnesko, “morrer juntamente com alguém”.
Para os gregos, a morte significava o fim da atividade da vida, o encerramento do período da vida, a destruição da existência, ainda que o espírito (alma) achasse um lugar no reino dos mortos (Homero, Od 11, 204-222).

CONCEITOS FILOSÓFICOS

A máxima citada por Paulo em 1 Co 15.32, “Comamos e bebamos, pois amanhã morreremos” está de acordo com muitas expressões do pensamento grego e romano quanto ao assunto. Salas de jantar romanas, do período romano, às vezes tinham quadros de um esqueleto com a inscrição “Conhece-te a ti mesmo”. Trata-se de um convite de tomar o cuidado de não perder os prazeres do momento.
Para Platão, a vida verdadeira era o retirar-se do constrangimento das circunstâncias puramente naturais, e o viver em prol da virtude, e não para os prazeres. Para o homem que vive assim, a própria morte perde seus terrores.
Os Estóicos. Segundo eles, a morte perdia seus terrores quando uma pessoa aceitava sua inevitabilidade natural e se considerava alguém que estava no processo de morrer. O estoicismo, de modo geral, rejeitava a imortalidade pessoal; a alma individual se submerge na alma divina universal, que permeia o cosmos.
No Gnosticismo o dualismo suave e antropológico de corpo e alma, preconizado em Platão, passou por uma intensificação, tornando-se em dualismo cósmico agudo e antitético (isto é, que contém ou que constitui antítese). O cosmos é considerado diabólico, e o corpo como parte do cosmos. A alma, do outro lado, provém de um mundo de luz e vida que é separado do cosmos, e ficou aprisionada dentro do corpo. A verdadeira morte é a vida no corpo; a libertação do corpo significa a vitória sobre a morte.

A Morte como Resultado do Pecado

Gênesis 2—3 ensina que a morte penetrou no mundo por causa do pecado. Nossos primeiros pais foram criados capazes de viverem para sempre, desobedeceram a Deus, tornaram-se sujeitos a penalidade do pecado, que é a morte. Além de tratar da morte física, a Escritura fala da morte espiritual, e da morte eterna.

A Morte Física

Adão e Eva ficaram agora sujeitos a morte física. Deus colocara a Árvore da Vida no Jardim do Éden para que, ao comer continuamente dela, o ser humano nunca morresse (Gn 2.9 “9E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda árvore agradável à vista e boa para comida, e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da 7ciência do bem e do mal”). Mas, depois de Adão e Eva comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, Deus pronunciou estas palavras: “És pó e em pó te tornarás” (Gn 3.19 “19No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás”). Eles não morreram fisicamente no dia em que comeram, mas ficaram sujeitos à lei da morte como resultado da maldição divina.
Mas o que é morte? Como devemos defini-la? Várias passagens na Escritura falam da morte física, ou seja, do cessar da vida em nosso corpo físico. Em Mateus 10.28, por exemplo, Jesus contrasta a morte do corpo com a morte de ambos, o corpo e a alma: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”. Várias outras passagens falam da perda do psique (“vida”). Um exemplo é João 13.37, 38 “Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo, enquanto me não tiveres negado três vezes”. Finalmente, a morte é mencionada em Eclesiastes 12.7 como uma separação do corpo e da alma (ou espírito): “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”. A morte física é a separação entre a alma e corpo e constitui a transição da mundo visível para o invisível. Para o crente, ela marca sua entrada no paraíso e na presença de Cristo (2 Co 5.1, 8; Fp 1.23) para o incrédulo, a morte é sua entrada no Hades (conforme Lc 16.22, 23; Mt 10.28; Ap. 20.13). Para o crente a morte física é o feito supremo de pecado, e o último a ser cancelado pela obra redentora de Cristo (Rm 5.12—15; 1 Co 15.26).

Natureza da Morte Física

A Bíblia contém algumas indicações instrutivas quanto à natureza da morte física. Fala desta de várias maneiras. Em Mt 10.28 e Lc 12.4, fala-se dela como a morte do corpo, em distinção da morte da alma (psychê). Ali o corpo é considerado um organismo vivo, e a psychê é evidentemente o pneuma do homem, o elemento espiritual que constitui o principio da sua vida natural. Este conceito da morte natural também está subjacente à linguagem de Pedro em 1 Pe 3.14—18. Noutras passagens é descrita como término da psychê, isto é, da vida animal, ou como a perda desta, Mt 2.20; Mc 3.4. E, finalmente, também é descrita como separação de corpo e alma, Ec 12.7; Tg 2.26, idéia também básica em passagens como Jo 19.30; At 7.59. Também o emprego de êxodos (“partida”) em Lc 9.31; 2 Pe 1.15, 16.
Em virtude disso tudo, pode-se dizer que, de acordo com a Escritura, a morte física é o termino da vida física pela separação de corpo e alma. A morte não é uma cessação da existência, mas uma disjunção das relações naturais da vida.

Morte Espiritual

Adão e Eva morreram espiritualmente quando desobedeceram a Deus, por isso destruíram o relacionamento íntimo que tinham antes com Deus. Já não anelavam caminhar e conversar com Deus no jardim; pelo contrario, esconderam-se da sua presença (Gn 3.8). A Bíblia também ensina que à parte de Cristo, todos estão alienados de Deus e da vida nEle (Ef 4.17, 18), estão espiritualmente mortos. A morte física é biológica; a morte espiritual é a alienação entre a pessoa e Deus, ficando ela destituída da vida de Deus. É portanto, a separação de Deus, tanto neste mundo quanto no vindouro. Separados de Deus mediante o pecado e a incredulidade. Paulo disse: “Ele vos deu a vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2.1). Como pecadores, eles se encontravam antes em estado de “morte” espiritual; ao seu entregarem a Cristo, foram vivificados. Quando o individuo entra em comunhão com Deus através da fé em Cristo, ele passa da “morte para a vida” (1 Jo 3.14).

Morte Eterna

Também chamada de a “segunda morte”, porém é também vinculada ao juízo final, que ameaça a eterna separação entre o homem e a vida de Deus, acompanhada pelo devido castigo em face do pecado. É a morte como resultado do pecado, importa em morte eterna. A vida eterna viria pela obediência de Adão e Eva (conforme Gn 3.22); ao invés disso, a lei da morte eterna entrou em operação. A morte eterna é a eterna condenação e separação de Deus como resultado da desobediência do homem para com Deus.
Tiago refere-se a esta morte, explicando como pode ser evitada: “Sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado, salvará da morte a alma dele...” (Tg 5.20).
No juízo final, diante do grande trono branco, todos os mortos perversos serão lançados no lago do fogo que é “segunda morte” (Ap 20.13—15). A morte eterna é descrita nas Escrituras como:

a) o fogo eterno, (Jd 7; Mt 18.8);
b) o castigo eterno, (Mt 25.46);
c) o juízo eterno, (Hb 6.2);
d) a eterna destruição (2 Ts 1.9);
e) e a condenação eterna (Mc 3.29).

A Anulação da Morte

A única maneira do ser humano escapar da morte em todos os seus aspectos é através de Jesus Cristo, que “aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorreção” (2 Co 5.18). Pela sua ressurreição Ele venceu e aboliu o poder de Satanás, do pecado e da morte física (Rm 6.10; Rm 5.18, 19; Co 15.12—28; 1 Jo 3.8). Vejamos as etapas para a restauração da morte:

1. Nova Criatura.
Mediante a palavra criativa de Deus, os que aceitam Jesus Cristo pela fé, são feitos novas criaturas, pertencendo totalmente a Deus e constituindo o seu povo, onde impera o Espírito Santo (Rm 8.14; Gl 5.25; Ef 2.10). O crente é uma criatura (Gl 6.15; Ef 2.10; 4.24; Cl 3.10), renovada segundo a imagem de Deus (1 Co 15.49; Ef 4.24; Cl 3.10), que compartilha da sua glória (2 Co 3.18), que experimenta a renovação do conhecimento (Cl 3.10) e do entendimento (Rm 12.2), e que vive em santidade (Ef 4.24).

2. Nos reconciliou consigo mesmo.
A reconciliação (grego katallage) é um dos aspectos da obra de Cristo como redenção. Refere-se à restauração do pecador à comunhão com Deus.

a. O pecado e a rebelião da raça humana trouxeram como resultado, hostilidade contra Deus e alienação dEle (Ef 2.3; Cl 1.21). Essa rebelião provoca a ira de Deus e seu julgamento (Rm 1.18, 24—32; 1 Co 15.25, 26; Ef 5.6).

b. Mediante a morte expiatória de Cristo, Deus removeu a barreira do pecado e abriu um caminho para a volta do pecador a Deus (Rm 3.25; 5.10; Ef 2.15, 16).

c. A reconciliação entra em vigor mediante o arrependimento e a fé pessoal em Cristo, do pecador (Mt 3.2; Rm 3.22).

d. A igreja recebeu de Deus o ministério da reconciliação, para conclamar todas as pessoas a se reconciliarem com Ele (Rm 3.25 nota).

3. O fez pecador por nós (2 Co 5.21).
As escrituras não declaram em nenhum lugar que Cristo foi “pecador”. Ele sempre permanece como o imaculado Cordeiro de Deus. Cristo tomou, sim, nossos pecados sobre si, e deus Pai o fez objeto do seu juízo ao tornar-se Ele uma oferenda na cruz pelos nossos pecados (Is 53.10). Jesus, ao sofrer o nosso castigo na cruz, tornou possível a Deus perdoar os pecadores, sem violar sua própria justiça (Is 53.5; Rm 3.24, 25).

4. Nós... feitos justiça de Deus (2 Co 5.21).
a. “Justiça” não se refere aqui à justiça legalista, mas à justiça experimental do crente como nova criatura, isto é, quanto ao seu caráter e estado moral, que se fundamenta em sua fé em Cristo e dela flui (Fp 3.9; Rm 3.21; 4.22). O contexto total desta passagem (versículos 14—21) diz respeito ao crente viver para Cristo (versículo 15), controlado pelo “amor de Cristo” (versículo 14), tornar-se “nova criatura” em Cristo (versículo 17) e desempenhar o ministério da reconciliação como representante de Deus e da sua justiça na terra (versículos 18—20; 1 Co 1.30).

b. A justiça de Deus é manifestada e experimentada neste mundo pelo crente, quando este permanece em Cristo. Somente à medida em que vivemos em união e comunhão com Cristo é que nos tornamos justiça de Deus (Jo 15.4, 5; Gl 2.20; 1 Jo 1.9).

O Estado Intermediário dos Mortos

“Estado Intermediário” refere-se à condição dos homens entre a morte e a ressurreição. A pergunta é: Qual a condição do individuo durante esse período? Será que a morte física é o fim? Temos esperanças, garantia de que, quando Cristo voltar, “os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro?” (1 Ts 4.16).

Palavras Significativas

Sheol – hebraico; Hades – grego (ambas significando o lugar para onde vão os espíritos dos mortos). Queber – sepultura; Tártaro – abismo; Geena – lago de fogo.

Sheol

No hebraico indica o “mundo invisível”, equivalente ao termo grego ádes, que lhe serve de tradução na Septuaginta. Essas palavras, hebraica e a grega, nunca aparecem em nossa versão portuguesa, que prefere traduzi-las por temos portugueses correspondentes.

O Sheol como Habitação dos Mortos

Os hebreus compartilhavam com seus vizinhos, do conceito da existência de uma região ocupada pelos mortos, onde eles sobreviviam à morte física, mas onde a existência seria em meio a sombras. “...antes eu vá para o lugar de que não voltarei, para a terra das trevas e da sombra da morte; terra de negridão, de profunda escuridade, terra da sombra e da morte e do caos, onde a própria luz é tenebrosa” (Jó 10.21, 22).

Lugar de Almas Desincorporadas, Conscientes

O Sheol, contudo, é um lugar onde as almas, desfrutam de existência contínua, em vez de ser um lugar de aniquilamento, conforme alguns, equivocadamente, têm ensinado. Na verdade, os habitantes do Sheol não estão fora do alcance de Deus. “Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo (no hebraico, Sheol), lá estás também” (Sl 139.8). “O além (no hebraico Sheol), está desnudo perante ele, e não há coberta para o abismo (no hebraico, abaddon)” (Jó 26.6). Entretanto, no Antigo Testamento o Sheol não parece como um lugar de desespero sem esperança. Antes, o próprio Antigo Testamento por diversas vezes declara que Deus livrará o seu povo do Sheol. Isso ocorreu por ocasião da descida de Cristo ao Hades, quando “levou cativo o cativeiro” (Ef 4.7).

Localidade Imaginária

O Sheol aparece como um lugar subterrâneo: “Mas, se o Senhor criar alguma coisa inaudita, e a terra abrir a sua boca e os tragar contudo o que é seu, e vivos descerem ao abismo (no hebraico Sheol), então conhecereis que estes homens desprezaram o Senhor” (Nm 16.30). Também era conhecido como um lugar de almas subterrâneas: “As almas dos mortos tremem debaixo das águas, com seus habitantes” (Jó 26.5).

Hades na Mitologia Grega

Originalmente, Hades era o nome de deus do submundo que, segundo os gregos, ficava no seio da terra. Hades era o filho de Cronos (Tempo), o deus mais alto. Zeus, outro filho de Cronos finalmente o substituiu através do uso da força. Assim, ele ficou o deus mais poderoso da mitologia grega. Hades continuava reinando no submundo compartilhando seu poder com sua esposa, Perséfone. Com o desenvolvimento da mitologia, o termo Hades começou a ser usado para significar o próprio submundo, a habitação dos fantasmas de homens desencarnados.

Na Septuaginta

Na versão LXX (Septuaginta) do Antigo Testamento (a tradução do original hebraico do Antigo Testamento para o grego), a palavra Hades passou a ser usada para traduzir o termo hebraico “Sheol”, lugar dos espíritos desencarnados, igualmente tanto bons quanto maus, tanto os que se encontram na bem-aventurança quanto os que sofrem o justo castigo de seus pecados. O termo Hades, não indica necessariamente nem bem-aventurança e nem castigo, embora também possa indicar qualquer dessas situações, dependendo do sentido tencionado no contexto em que o vocábulo aparece. Os judeus calcularam que esse lugar estaria dividido em duas porções, uma para os ímpios e outra para os justos. Nesse caso, algumas vezes surge a idéia de uma parede fina como papel entre essas duas porções. Isso significaria que embora não houvesse comunicação entre essas duas divisões, e embora não pudessem passar mensageiros de uma para outra parte, o que ocorria em um dos lados podia se observado do outro. O lado bom desse lugar recebeu o nome de “seio de Abraão” (Lc 16.19—31).

O Destino da Alma após a Morte – Justos e Injustos antes e depois do Advento de Jesus

Antes da Ressurreição de Jesus

Como já vimos, a palavra “Sheol”, no Antigo Testamento, equivale em sentido a “Hades” no Novo Testamento. Elas designam o lugar para onde, nos tempos do Antigo Testamento, iam todos após a morte, justos e injustos, havendo, no entanto, nessa região dos mortos uma divisão para os justos e outra para os injustos, separados por um abismo intransponível. Todos estavam ali plenamente conscientes. O lugar dos justos era de felicidade, prazer e segurança. Era chamado “Seio de Abraão” e “Paraíso”. Já o lugar dos ímpios era medonho, ignífero, cheio de dores e sofrimentos, estando todos ali plenamente conscientes.
Jesus mesmo relatou o fato descrito em Lucas 16.19—31. É oportuno dizer aqui que essa passagem não é uma parábola. O titulo posto informando que é parábola, vem dos editores da Bíblia, mas não consta do original. Parábola é uma modalidade de narração em que não aparece nomes de pessoas. Além disso, o verbo haver, como está empregado no versículo 19, denota por sua vez um fato real.
Conforme Efésios 4.8—10, o “Hades” situa-se nas maiores profundezas da terra. Além do ensino de Efésios, as referências são ao “Sheol”, e mostram um lugar situado nas profundezas da terra.
As palavras “Hades” e “Sheol” aparecem, às vezes, traduzidas por inferno, como em Dt 32.22; 2 Sm 22.6; Jó 11.8; 26.6; Ap 1.18, etc. Um estudante menos avisado pode partir daí para falsas interpretações. O inferno propriamente dito, o inferno eterno, como destino final dos ímpios é o chamado Lago de Fogo e Enxofre, mencionado em Apocalipse 20.10, 14. O “Hades” é apenas um inferno – prisão onde os ímpios permanecem entre a morte e a ressurreição deles. A ressurreição dos ímpios ocorrerá por ocasião do Juízo do Grande Trono Branco, após o reino milenar de Cristo (Ap 20.7, 11—15).

A Situação Depois da Ressurreição de Jesus

Jesus, antes de morrer por nós, prometeu aos seus que “as portas do Hades não prevalecerão contra ela (a Igreja)” (Mt 16.18). Isto mostra que os fiéis de Deus, a partir dos dias de Jesus, não mais desceriam ao “Hades”, isto é, a divisão reservada ali para os justos. A mudança ocorreu entre a morte e a ressurreição do Senhor, pois ele disse ao ladrão arrependido: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Paulo disse a respeito do assunto: “Quando ele subiu as alturas, se não que também havia descido até as regiões inferiores da terra?” (Ef 4.8, 9).
Entende-se pois que Jesus, ao ressuscitar, elevou para o céu os crentes do Antigo Testamento que estavam no “Seio de Abraão”.
O apóstolo Paulo foi ao paraíso, que já estava no terceiro céu (2 Co 12.1—14). Portanto, o paraíso está agora lá em cima, na imediata presença de Deus. Não embaixo como dantes.

A Presente Situação dos Ímpios Mortos

Para estes não houve qualquer alteração quanto ao seu estado, continuam descendo ao “Hades”, o império da morte, onde ficarão retidos em sofrimento consciente até o juízo do Grande Trono Branco, após o Milênio, quando ressuscitarão para serem julgados e postos no eterno “Lago do Fogo” (Ap 20.13—15).

A Morte Física do Crente

Embora o crente em Cristo tenha certeza da vida ressurreta, não deixará de experimentar a morte física. O crente, porém, encara a morte de modo diferente do incrédulo. Seguem-se algumas das verdades na Bíblia a respeito da morte do crente.

a. A morte, para os salvos, não é o fim da vida, mas um novo começo. Neste caso, ela não é um terror (1 Co 15.55—57), mas um meio de transição para uma vida mais plena. Para o salvo, morrer é ser revestido da vida e glória celestial (2 Co 5.1—5).

b. A Bíblia refere-se a morte do crente em termos consoladores. Por exemplo, ela afirma que a morte do santo “Preciosa é a vista do Senhor” (Sl 116.15); ler ainda: Is 57.1—2; Sl 73.24; Lc 16.22; Jo 14.2; Tm 4.8.

c. Quanto ao estado dos salvos, entre a morte e a ressurreição do corpo, as Escrituras ensinam o seguinte:

No momento da morte, o crente é conduzido para a presença de Cristo Jesus. Paulo falou: “tendo o desejo de partir e estar com Cristo o que é incomparavelmente melhor...” (Fp 1.23):

 Permanece em plena consciência (Lc 16.19—31);
 O céu é como um lar (Ap 6.11);
 O viver no céu incluirá a adoração e o louvor a Deus (Sl 87; Ap 14.2, 3);
 Nos céus, o crente conservará a sua identidade individual (Mt 8.11; Lc 9.30—32);

Falsos Conceitos Sobre o Estado Intermediário dos Mortos

Vejamos três deles:

Purgatório

Por ser um ensino fundamentalmente católico romano, a doutrina do purgatório deve ser estudada no contexto do dogma católico em geral. Após a morte, é determinada a condição do individuo. Os que morreram em estado de impiedade vão diretamente para o inferno. O sofrimento é proporcional à impiedade do indivíduo e será intensificado após a ressurreição. Por outro lado, os que estavam num estado perfeito de graça e penitência vão diretamente para o céu. Aqueles que, embora em estado de graça, ainda não são espiritualmente perfeitos vão para o purgatório. Para o catolicismo o purgatório é “um estado de punição temporária para aqueles que, deixando esta vida na graça de Deus, não estão inteiramente livres dos pecados veniais ou ainda não pagaram tudo o que deviam por suas transgressões”. Dependendo da gravidade de suas ofensas, o tempo em que ficam no purgatório pode durar séculos. Porém esse tempo, segundo eles, pode ser encurtado por meio de contribuições, serviços prestados à igreja, orações, missas encomendadas pelos parentes.
Tomás de Aquino argumentou que a purificação que ocorre após a morte é feita por meio de sofrimentos penais. Nesta vida, podemos ser purificados por obras de reparação, mas, após a morte, isso já não é possível. À medida que não conseguimos alcançar a pureza completa por meio das obras na terra, precisamos ser purificados depois, na vida do porvir. “Essa é a razão” afirmou Tomás, “porque postulamos um purgatório ou um lugar de purificação”.
A Igreja Católica Romana baseia sua crença no purgatório tanto na tradição como na sua Escritura. Tertuliano menciona missas de aniversário pelos mortos, uma prática que insinua uma crença no purgatório. A autoridade bíblica básica apresentada é Macabeus 12.43—45: “Depois, tendo [Judas Macabeus] organizado uma coleta individual, enviou a Jerusalém cerca de duas mil dracmas de prata, a fim de que se oferecesse um sacrifício pelo pecado: agiu assim absolutamente bem e nobremente, com o pensamento na ressurreição. De fato, se ele não esperasse que os que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerava que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormecem na piedade, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis por que ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado”.
O texto do Novo Testamento mais citados é Mateus 12.32, em que Jesus afirma: “Mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir”. Os Católicos Romanos alegam que esse versículo implica que alguns pecados (isto é, pecados que não o de falar contra o Espírito Santo) serão perdoados no mundo do porvir, uma interpretação defendida por Agostinho. Alguns Católicos também citam 1 Coríntios 3.15: “Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo”.
Os principais pontos em nossa rejeição do conceito do purgatório são:

a. O texto principal a que se recorre está nos apócrifos, pois não são Escrituras canônicas.

b. A inferência a partir de Mateus 12.32 é um tanto forçada; o versículo não indica, de maneira nenhuma, que alguns pecados serão perdoados na vida futura.

c. O texto de 1 Co 3.15 está falando de galardões e não salvação. Isso implicaria salvação pelas obras. Essa idéia porém, é contrária a muitos ensinos claros das Escrituras, inclusive Gálatas 3.1—14 e Efésios 2.8, 9. Por conseguinte, o conceito de purgatório – aliás, qualquer concepção que postule um período de provação e expiação após a morte – deve ser rejeitado.

O Sono da Alma

Essa é a idéia de que a alma, durante o período entre a morte a ressurreição, repousa num estado de inconsciência. No século XVI, ao que parece, muitos anabatistas e socinianos esposavam essa idéia. Uma posição semelhante é adotada pelos adventistas do sétimo dia. No caso dos adventistas, porém a expressão “sono da alma”, é um tanto enganosa. Sugerem em seu lugar, “extinção da alma”, pois após a morte, para eles , a pessoa não dorme quando morre, mas de fato deixa completamente de existir e nada sobrevive, pois alma, muitas vezes na Bíblia é apenas sinônimo de pessoa.
Eis alguns dos seus argumentos:

a. A Bíblia refere-se muitas vezes à morte como sono (1 Ts 4.13, 14; Jo 11.11—14);

b. A morte de Estevão é descrita como sono (At 7.60);

c. Paulo observa: “Tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu” (At 13.36).

d. Jesus mesmo disse acerca de Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo 11.11) e, depois, indicou claramente que estava se referindo à morte (versículo 14).

e. É suposto que a alma não pode agir em separado do corpo e, portando, não acordará até que se una ao corpo na ressurreição;

f. Parece inadequado que os justos gozem da bem-aventurança celestial, ou que os injustos sofram no Hades até que ocorra o juízo (Hb 9.27).

g. Assim quando o corpo deixa de funcionar, a alma, isto é, a pessoa como um todo deixa de existir. Nada sobrevive à morte física. Não há tensão, portanto entre a imortalidade da alma e a ressurreição do corpo.

Refutação

O uso do termo “dormir”, para descrever a morte, é figurado, e trata-se de um eufemismo (ato de suavizar uma expressão duma idéia substituída a palavra ou expressão por outra mais agradável, mais polida), para dar ênfase ao fato de a pessoa que morreu continuar vivendo;
Que o espírito pode agir em separado do corpo fica claro no tratamento da “morte”, dado por Paulo em 2 Coríntios onde ele diz: “Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; vistos que andamos por fé, e não pelo que vemos. Entretanto estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor. É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, para lhe ser agradáveis” (2 Co 5.6—9).
Respondendo a suposição que os homens devem aguardar o juízo antes de gozar felicidade ou sofrer castigo, Louis Berkhof comenta: “O dia do juízo não é necessário para chegar a uma decisão relativa à recompensa ou ao castigo de cada individuo, mas apenas para o anuncio solene da sentença, e para a revelação da justiça de Deus na presença de homens e anjos”. Jesus disse: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.18). Haverá um juízo dos crentes para a recompensa pelo serviço, mas não relacionado com sua salvação. A salvação de cada um está condicionada à fé em Jesus (2 Co 5.10; 1 Co 3.12—15). Por todas as razões acima, a teoria do sono da alma deve ser rejeitada por ser inadequada.

Espiritismo

O espiritismo ensina que os vivos podem comunicar-se com os mortos e vice-versa, geralmente através de um médium. De fato, as Escrituras proíbem indiscutivelmente qualquer tentativa nesse sentido (Lv 19.31; 20.6, 27; Dt 18.9—12; Is 8.19, 20; 1 Cr 10.13, 14).

Existem duas explicações para os fenômenos espíritas:

a) São produzidos por manipulações enganosas, como tem sido bastante provocado;

b) São produzidos por espíritos mentirosos (1 Rs 22.22, 23; 1 Tm 4.1). Em Atos 16, Paulo liberou uma jovem de um espírito de adivinhação (python), por meio do qual ela dava grande lucro aos seus donos (At 16.16—19). Não há dúvida de que espíritos malignos freqüentemente enganam as pessoas que consultam médiuns, imitando a voz ou a aparência dos mortos queridos.

Notas Sobre algumas Palavras

Geena
No hebraico, “vale do Hinom”. Era um vale a sudoeste de Jerusalém, onde, antigamente, era praticada a adoração a Moloque (2 Rs 23.10). Com o tempo, o local tornou-se o monturo da cidade, onde havia fogo a queimar continuamente o lixo. Esse nome, pois, tornou-se símbolo da punição futura. O Novo Testamento incorporou essas descrições. Daí, obtemos a idéia de chamas literais como a forma de julgamento futuro. Alem disso, a palavra Geena tem sido traduzida por “inferno”, em muitas traduções. Também podemos supor que a Geena equivale ao “lago de fogo”, referido no Apocalipse.

Tártaro
De acordo com a mitologia grega, o tártaro era o abismo, existente por debaixo do Hades, onde Zeus confinara os titãs.
O Tártaro personificado é um deus, filho de Aether (o ar) e de Gê (a terra). E seria o pai do gigante Tifeu. Aether gerou o gigante com sua própria mãe, Gê. Mas, quando está em foco um lugar, o conceito é e um abismo negro, que existirá muito abaixo da superfície da terra (no centro da terra).
A forma nominal, Tártaro, não se acha no Novo Testamento mas sua forma verbal, tartaróo encontrar-se em 2 Pe 2.4, que nossa versão portuguesa traduz como “precipitando-os no inferno”. Mas outras versões dizem: “precipitando-os no tártaro”.

Doutrina da Ressurreição
“Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder” (1 Cor 15.42, 43).
“Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do Juízo” (Jo 5.28, 29);
A ressurreição do corpo é uma doutrina fundamental das Escrituras. Refere-se ao ato de Deus, de ressuscitar dentre os mortos o corpo e reuni-lo à sua alma e espírito, dos quais esse corpo esteve separado entre a morte e a ressurreição.
Tanto as Escrituras do Antigo Testamento (conforme Hb 11.17—19 com Gn 22.1—4; Sl 16.10 com At 2.24 e os seguintes; Jó 19.25—27; Is 26.19; Dn 12.2; Os 13.14), como as Escrituras do Novo Testamento (Lc 14.13, 14; 20.35, 36; Jo 5.21, 28, 29; 6.39, 40, 44,54; 1 Co 15.22, 23; Fp 3.11; 1 Ts 4.14—16; Ap 20.4—6, 13) ensinam a ressurreição futura do corpo.
A Bíblia é clara em prometer ressurreição aos que crêem. O Antigo Testamento nos dá algumas declarações diretas, sendo a primeira Jó 19.25, 26: “Porque eu sei que o meu redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus”. Em Isaías 26.19 lemos: “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e terra dará à luz aos seus mortos”. Daniel 12.2 ensina a ressurreição do crente e também do perverso: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Este versículo contem a referencia mais clara do Antigo Testamento à ressurreição dos justos e dos ímpios e revela que há dois, e somente dois, destinos para toda a humanidade.

No Novo Testamento

1 Co 15.35: “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?”
Quando os crentes receberam seu novo corpo se revestirão da imortalidade (1 Co 15.53). As Escrituras indicam pelo menos três propósitos nisso:

a. para que os crentes venham a ser tudo quanto Deus pretendeu para o ser humano, quando criou;

b. para que os crentes venham a conhecer a Deus de modo completo, conforme Ele quer que eles o conheçam (Jo 17.3);

c. a fim de que Deus expresse o seu amor aos seus filhos, conforme Ele deseja (Jo 3.16; Ef 2.7; 1 Jo 4.8—16).

Os fieis que estiverem vivos na volta de Cristo, para buscar os seus, experimentação a mesma transformação dos que morrerem em Cristo antes do dia da ressurreição deles (1 Co 15.51—54). Receberão novos corpos, idênticos aos dos ressurretos nesse momento da volta de Cristo. Nunca mais experimentarão a morte física Jesus fala de uma ressurreição da vida, para o crente, e de uma ressurreição de juízo, para o ímpio (Jo 5.28, 29).
O Novo Testamento contém, igual modo exemplos de pessoas ressuscitadas dentre os mortos. Não se trata de ressurreição como a que ocorrerá no segundo advento e no Juízo final, pois essas pessoas morreram mais tarde passarão pela experiência da ressurreição final como as demais; todavia, elas prefiguram a última ressurreição.
Por outro lado, a ressurreição de Jesus foi verdadeira e ideal. Quando Jesus ressuscitou, Ele tornou-se “as primícias dos que dormem” (1 Co 15.20). A sua ressurreição foi a garantia da ressurreição de todos os crentes: “e juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Ef 2.6).

A Natureza da Ressurreição

A ressurreição será universal. Nem todos têm a vida eterna, mas todos terão existência eterna. Todas as pessoas serão ressuscitadas: “os justos para a vida eterna, os injustos para a condenação eterna”. Todos serão levantados, mas não todos ao mesmo tempo (Jo 5.28, 29).

A Ressurreição do Crente Está Assegurada Pela Ressurreição de Cristo

Nossa ressurreição corporal está garantida pela ressurreição de Cristo (Mt 28.6; At 17.31; 1 Co 15.12, 20—23).
A ressurreição de Jesus Cristo é uma das verdades essenciais do Evangelho (1 Co 15.1—8). Qual a importância da ressurreição de Cristo para os que nEle crêem?

1. Ela comprova que Ele é o Filho de Deus (Jo 10.17, 18; Rm 1.4).
2. Garante a eficácia da sua morte redentora (Rm 6.4; 1 Co 15.17).
3. Conforma a verdade das Escrituras (Sl 16.10; Lc 24.44—47; At 2.31).
4. É prova do juízo futuro dos ímpios (At 17.30, 31).
5. É o fundamento pelo qual Cristo concede o Espírito Santo e a vida espiritual ao seu povo (Jo 20.22; Rm 5.10; 1 Co 15.45), e a base do seu ministério celestial de intercessão pelo crente (Hb 7.23—28).
6. Garante ao crente a sua futura herança celestial (1 Pe 1.3, 4) e sua ressurreição ou transformação quando o Senhor vier (Jo 14.3; 1 Ts 4.14 e os seguintes).
7. Ela põe à disposição do crente, na sua vida diária, a presença de Cristo e o seu poder sobre o pecado (Gl 2.20; Ef 1.18—20; Rm 5.10).

Razões Porque a Ressurreição do Corpo é Necessária

A Bíblia revela três razoes principais por que a ressurreição do corpo é necessária:

a. O corpo pe parte essencial da total personalidade do homem: o ser humano é incompleto sem o corpo. Por conseguinte, a redenção que Cristo oferece abrange a pessoa total, inclusive o corpo (Rm 8.18—25).

b. O corpo é o templo do Espírito Santo (1 Co 6.19); na ressurreição ele voltará a ser templo do Espírito Santo. E como não?

c. Para desfazer o resultado do pecado em todas as áreas o derradeiro inimigo do homem (a morte do corpo) deve ser aniquilado pela ressurreição (1 Co 15.26).

Especificamente o Corpo Será

Em termos gerais, o corpo ressurreto do crente será semelhante ao corpo ressureto de Nosso Senhor (Rm 8.29; 1 Co 15.20, 42—44, 49; Fp 3.20, 21; 1 Jo 3.2). Mais especificamente, o corpo ressurreição será:

a. O corpo da ressurreição será dado por Deus “Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar...” (1 Co 15.38). O Corpo ressurreto do crente será imoral e incorruptivel (1 Co 15.42);

b. Um corpo que terá continuidade e identificada com o corpo atual e que, portanto, será reconhecível (Lc 16.19—31);

c. Um corpo transformado em corpo celestial, apropriado para o novo céu e a nova terra (1 Co 15.42—44, 47, 48; Ap 21.1);

d. Um corpo imperecível, não sujeito a deterioração e à morte (1 Co 15.42).

e. Um corpo glorificado, como o de Cristo (1 Co 15.43; Mt 13.43; Dn 12.3);

f. Um corpo poderoso, não sujeito às enfermidades nem à fraqueza (Lc 24.31; 1 Co15.43);

g. Um corpo espiritual (isto é, não natural, mas sobrenatural), não limitado pelas leis da natureza (Lc 24.31; Jo 20.19; 1 Co 15.44);

h. Um corpo capaz de comer e beber (Lc 14.15; 22.16—18, 30; 24.43; At 10.41), embora não necessário, a penas capaz.

Ocasião da Ressurreição da Igreja

1. A ressurreição da igreja ocorre na volta de Jesus, imediatamente antes do arrebatamento, 1 Ts 4.16, 17 “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”.

2. A ressurreição dos crentes é chamada de “primeira ressurreição”, Ap 20.6: “Bem-aventurados e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade”.

3. Instantes antes do arrebatamento, ao descer Cristo do céu para buscar a sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos “que morreram em Cristo” (1 Ts 4.16).

4. Não se trata da mesma ressurreição referida em Ap 20.4, a qual somente ocorrerá depois de Cristo voltar à terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Ap 19.11—20.3).

5. A ressurreição de Ap 20.4 tem a veja com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do Antigo Testamento, Ap 20.6.

6. Ao mesmo tempo que ocorre a ressurreição dos mortos em Cristo, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1 Co 15.51, 53). Isso acontecerá num instante, “num abrir e fechar de olhos” (1 Co 15.52).

7. Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão “arrebatados juntamente” (1 Ts 4.17) para encontrar-se com Cristo nos ares, ou seja: na atmosfera entre a terra e o céu. Estarão literalmente unidos com Cristo (1 Ts 4.16, 17), levados à casa do Pai, no céu (Jo 14.2, 3), e reunidos aos queridos que tinham morrido (1 Ts 4.13—18).

Ressurreição dos Incrédulos

1. Encontramos no livro do Apocalipse 20.5ª -- “Os restantes dos mortos não viveram até que se completassem os mil anos”. Portanto, os injustos não serão ressuscitados por ocasião da segunda vinda de Cristo, mas depois do reinado milenar.

2. Em contraste com a ressurreição acima, esta é a ressurreição dos não justificados, daqueles que não recebem os benefícios do julgamento e do castigo vicário de Cristo e que, portanto, precisam enfrentar para si o Juízo do Grande Trono Branco (Ap 20.11 e os seguintes).

Resumo das Ressurreição

1. A ressurreição de Cristo (Mt 28.1—10). A ressurreição de Cristo está bem comprovada historicamente. Depois de ressurgir, Cristo permaneceu na terra por quarenta dias, aparecendo e falando com os apóstolos e muitos outros seus seguidores. Suas aparições depois da ressurreição são as seguintes:

a. a Maria Madalena (Jo 20.11—18);
b. às mulheres que voltavam do sepulcro (Mt 28.9, 10);
c. a Pedro (Lc 24.34);
d. aos dois que iam a caminho de Emaús (Lc 24.13—32);
e. a todos os discípulos, exceto Tomé e outros com eles (Lc 24.36—43);
f. a todos os discípulos num domingo à noite, uma semana depois (Jo 20.26—31);
g. a sete discípulos junto ao mar da Galiléia (jo 21.1—25);
h. a 500 crentes na Galiléia (Mt 28.16—20 com 1 Co 15.6);
i. a Tiago (1 Co 15.7);
j. aos discípulos que receberam a Grande Comissão (Mt 28.16—20);
k. aos apóstolos, no momento da sua ascensão (At 1.3—11); e
l. ao apóstolo Paulo (1 Co 15.8).

2. Uma ressurreição de corpos seguiu-se à ressurreição de Cristo (Mt 27.52, 53). O significado deste evento é o prenúncio profético de que a morte e ressurreição de Cristo garantem a nossa ressurreição gloriosa na sua vinda.

3. A ressurreição das duas testemunhas do Apocalipse (Ap 11.12), durante o período da grande tribulação.

a. Os mártires do período da grande tribulação sendo ressuscitados no final da tribulação, quando Cristo retorna à terra para inaugurar o milênio (Ap 20.4);
b. Os crentes do Velho Testamento vão de igual modo participar da primeira ressurreição. Alguns defendem que estes serão ressuscitados com Igreja (1 Ts 4.16, 17), antes da tribulação; outros defendem que é mais harmonioso com as Escrituras do Velho Testamento incluir os crentes do Velho Testamento com aqueles que vão ressuscitar depois da tribulação, porque ambos, Isaías e Daniel, mencionam a ressurreição dos santos do Velho Testamento acontecendo após um período de grande sofrimento (Is 26.16—21; Dn 12.1—3).

4. A ressurreição dos injustos. Depois de 1000 anos, a ressurreição para o julgamento final (Jo 5.29). A ressurreição do corpo dos ímpios mortos não foi descrita, sabe-se por meio do profeta Daniel que receberão corpos para vergonha e desprezo eterno (Dn 12.2b). Eles serão julgados de acordo com suas obras e serão lançados no lago do fogo (Ap 20.7—15).

Os Julgamentos

Na Bíblia inteira, Deus é visto como justo Juiz. Ele pronunciou juízos, nos tempos antigos, contra Israel e também contra as nações. No fim desta era, Ele continuará sendo o justo Juiz, só que esse juízo será realizado através do Filho, pois “o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo, para que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (Jo 5.22, 23; conforme 2 Tm 4.8).
Entre os muitos juízos mencionados nas Escrituras, alguns são dotados de significados especial. São eles:

Os Juízos dos Crentes

Encontramos três aspectos nos juízos dos crentes

1. O Julgamento dos Pecados do Crente na Cruz de Cristo.

Jo 12.13 “Agora, é o juízo deste mundo; agora, será expulso o príncipe deste mundo” (Bíblia de Almeida Revista e Corrigida).

a. Este juízo se refere a Jesus Cristo assumindo os pecados do crente que foram julgados na Pessoa de Jesus Cristo “levantado” na Cruz. O resultado foi a morte de Cristo. (Rm 5.9; 8.1; 2 Co 5.21) “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantando da terra, atrairei todos a mim mesmo” (Jo 12.31, 32). A cruz é na verdade o juízo de todo o pecado e de todos os pecadores. Na cruz, o crente confessa sua culpa, seu pecado, e identifica-se com Jesus, seu substituto e Salvador: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.10).

b. Será Expulso – A palavra “expulso” refere-se ao fato de que, por meio da morte e da ressurreição de Cristo, Satanás foi vencido e tudo que lhe diz respeito. Sua derrota final ocorrerá quando ele for lançado para sempre no lago de fogo (Ap 20.10). Neste tempo presente, Satanás ainda está ativo, e atualmente é o governante ou “príncipe deste mundo” (Jo 14.30; 16.11; 2 Co 4.4; conforme Ef 2.2). Este fato revela seu poder e autoridade aqui no mundo. Ele usa as coisas do mundo contra Cristo e a igreja. É por isso que somos ensinados que “a amizade do mundo é inimizade contra Deus” (Tg 4.4; 1 Jo 2.15, 16).

2. O Auto-julgamento continuo do Crente (1 Co 11.31).
Paulo escreveu: “Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados. Mas, julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (1 Co 11.31, 32).
1 Co 11.28 Examine-se (grego dokimazetõ). Testar como a metais. Um rigoroso auto-exame.
1 Co 11.31 Nos julgássemos (grego Diakrinõ). Julgamento habitual para descobrir como realmente vamos e somos.

3. O Julgamento das Obras do Crente (2 Co 5.10).
O julgamento das obras do crente, não os pecados. É o que está sendo discutido aqui. Os seus pecados foram expiados e nunca mais serão lembrados (Hb 10.17); mas cada obra deve ser julgada (Mt 12.36; Rm 14.10). O resultado é a recompensa ou perda da recompensa, “mas, esse mesmo (o cristão) será salvo”. Duas passagens dão detalhes relativos ao juízo das obras do crente: “Manifesta se tornará a obra de cada um; pois o dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provocará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo” (1 Co 3.13—15).
“Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5.10).
O tribunal, ou trono (grego Bema, Rm 14.10) de Deus, é também chamado o tribunal de Cristo (2 Co 5.10). Ali cada um receberá “segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem [grego Agaton, “espiritual e moralmente bom ou útil aos olhos de Deus”] ou mal [grego Phaulos, “sem valor, iníquo; inclusive egoísmo, inveja, e preguiça”] (2 Co 5.10). Nada ficará oculto (Rm 2.16). Tudo será julgado: nossas palavras, nossos atos, nossos motivos, nossas atitudes e nosso caráter (Mt 5.22; 12.36, 37; Mc 4.22; Rm 2.5—11, 16; Ef 6.8; 1 Co 3.13; 4.5; 13.3). De tudo isso, nossos motivos (especialmente o amor) e nossa fidelidade parecem ser da maior importância (Mt 25.21, 23; 1 Co 13.3). Poderão fazer a diferença entre nossas ações serem consideradas “ouro, prata, pedras preciosas” ou “madeira, feno, palha” (1 Co 3.12).
Esse julgamento inclui a possibilidade ou de “pedra” (1 Co 3.15) ou de “galardão” (Rm 2.1; Fp 3.14). Devemos permanecer “nele [Cristo], para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele na sua vinda” (1 Jo 2.28). Doutra forma, corremos o perigo de serem queimadas todas as nossas obras (1 Co 3.13—15). Somente aqueles que corresponderem com amor e fé à graça, às capacidades e às responsabilidades que Deus lhes tiver dado, ouvirão Jesus dizer: “bem estar, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25.21, 23). Embora não sejamos salvos pelas nossas obras, fomos “criados em Cristo Jesus para as boas obras” (Ef 2.10). Assim como nos diz Romanos 1.7, o justo juízo de Deus dará a vida eterna “aos que com perseverança em fazer bem, procuram glória, e honra, e incorrupção”.

Este julgamento vai acontecer após o arrebatamento da Igreja e para alguns redundará em recompensas

As Recompensas
As recompensas são chamadas coroas
Entende-se por coroa o ornamento usado na cabeça em sinal de autoridade ou de dignidade social. Note-se:
A coroa real, geralmente constava de um círculo de ouro, (Sl 21.3), ornado de pedras preciosas;
A coroa do sumo sacerdote, consistia de uma lâmina de ouro (Lv 8.9), com uma inscrição que dizia “santidade ao Senhor”, gravada sobre ela, atada com uma fita de jacinto sobre a tiara (Êx 28.36, 37).
A coroa da vitória (2 Tm 2.5; 4.8; Hb 2.9), era composta de folhas de louro entrelaçadas, naturais ou feitas de metal;
Qualquer ornamento que tenha o feitio de coroa, como as molduras que circundavam a arca, a mesa dos pães da proposição e o altar dos perfumes. (Êx 25.1, 15, 24, 25; 30.3, 4).

A Coroa dos Crentes

Paulo relembrou aos Coríntios que os atletas se esforçam “para alcançar uma coroa corruptível” (1 Co 9.25).
É importante que aquele que busque conquistar a coroa se esforce segundo as normas (2 Tm 2.5). Usualmente a coroa do crente, só será recebida na vida vindoura, como diz Paulo: “a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia” (2 Tm 4.8). Há referências Igualmente, a “coroa da vida” (Tg 1.12); (Ap 2.10), à “imarcescível coroa da glória” (1 Pe 5.4). As coroas podem ser perdidas, pois os crentes são exortados a segurarem o que possuem, para que não lhes seja tirado a coroa (Ap 3.11). Deus coroou o homem “de glória e de honraria” (Hb 2.7), e Jesus foi semelhantemente coroado “para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem” (Hb 2).

O Juízo da Nações Gentias

Este julgamento dos indivíduos gentios deve ser distinguido dos outros juízos nas Escrituras, tais como o julgamento da Igreja (2 Co 5.10, 11), o julgamento de Israel (Ez 20.33—38), e o julgamento dos ímpios depois do milênio (Ap 20. 11—15).
O período deste julgamento é “quando vier o filho do homem na sua majestade” isto é, na segunda vinda de Cristo, depois da Grande Tribulação. Os réus deste julgamento de indivíduos são mencionados como:

a. As ovelhas – os gentios salvos na terra durante o período do arrebatamento e a segunda vinda de Cristo à terra.

b. Os cabritos – os gentios não salvos;

c. Os irmãos – o povo de Israel.

Pelo que se segue no contexto de Mateus 25.31—46, é que a base para o julgamento será a maneira como seus “irmãos” foram tratados, o remanescente fiel de Israel que dará testemunho de Cristo durante a tribulação e não se curvará diante da besta (Ap 7; 11.1—12). Elas se tornarão as nações que habitarão a terra durante a era do Reino, segundo predição dos profetas do Antigo Testamento (Is 11.10).
É um julgamento de obras, que reconhece que o que é feito ou deixa de ser feito para o próximo, é feito ou deixa de ser feito para o próprio Cristo. Seja o que for e fizermos, devemos fazer como para o Senhor. A palavra “nações” significa povos, e não estados nacionais. Os atos são feitos por indivíduos que se importam com os irmãos (e irmãs) de Cristo, ou que os negligenciam. Os resultados são uma herança para os bem aventurados, e o fogo eterno para os demais, fogo este preparado para o diabo e seus anjos. Logo, o estado final, e não o Milênio, está em vista nesse quadro.

Da Nação de Israel

Os profetas do Antigo Testamento predisseram uma época de provações e juízo para o remanescente de Israel, em preparação para o reino “Far-vos-ei passar debaixo do meu cajado, e vos sujeitarei à disciplina da aliança” (Ez 20.37). Em Mateus 24, Jesus fala da grande tribulação como um tempo de provação e juízo para Israel. Já que a tribulação, a 70ª semana de Daniel, será penosa para Israel, ela constituirá um juízo final sobre a nação a fim de satisfazer à justiça e de purificar um remanescente para o reinado do Messias sobre o trono de Davi (Dn 9.24—27; Ap 12).

Dos Mortos Ímpios, com o Término da História desta Era Atual (Ap 20.11—14).

Isto é conhecido como o “grande trono branco do Juízo”. Ele não terá lugar até que passe o reinado milenar de Cristo.
A passagem descreve o juízo final de todos os ímpios mortos desde o começo da história humana até o estabelecimento do grande trono branco. O juiz será Cristo Jesus, a quem Deus Pai destinou todo julgamento (At 17.31). Os julgados são os ímpios mortos que não tiveram parte na primeira ressurreição, a qual teve lugar por ocasião do arrebatamento dos santos (1 Ts 4.16; 1 Co 15.52). O juízo tem as obras como base. Haverá uma diferença na severidade do juízo (Lz 12.46—48). Todavia, o menor grau de perdição é um destino terrível. A Bíblia descreve o destino final do ímpios como algo terrível e que vai além de toda a imaginação. São as “trevas exteriores”, onde haverá choro e ranger de dentes por causa da frustração e do remorso ocasionados pela ira de Deus (Mt 22.13; 25.30; Rm 2.8, 9; Jd 13). É uma “fornalha de fogo” (Mt 13.42, 50), onde o fogo pela sua natureza é inextinguível (Mt 9.43; Jd 7). Causa perda eterna, ou destruição perpétua (2 Ts 1.9), e “a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre” (Ap 14.11; 20.10). Jesus usou a palavra Gehenna como o tempo aplicável a isso.
Gehenna é um nome aramaico do Vale de Hinom, uma ravina estreita que vai do oeste ao sul de Jerusalém. Durante o declínio do reino de Judá, os judeus apóstatas ofereciam seus filhos ali como sacrifício ao deus amonita Moloque, através do fogo (2 Rs 23.10; Jr 7.31). Por isso, os judeus nos tempos do Novo Testamento fizeram deste um deposito de “o municipal”, e aí sempre havia fogo ardendo, e Jesus fez alusão figurada a ele como o lugar do juízo. Final, o lago de fogo. Ali, as chamas de enxofre demonstrava quão desagradável o fogo será. As trevas também indicam que os ímpios estarão, excluídos da luz de Deus. A fé, esperança e amor que sempre permanecem para nós (1 Co 13.13) faltarão eternamente naquele ambiente. O “repouso” do qual desfrutaremos nunca estará à disposição deles, e nem a alegria e paz que nosso Senhor dá àqueles que crêem. Será, também, um lugar de solidão, excluído da comunhão com Deus. E a amargura e o ranger dos dentes, bem como sua natureza caída e imutável, impedirá a comunhão uns com os outros.
Depois do juízo final, a morte e o Hades serão lançados no lago de fogo (Ap 20.14), pois este, que fica fora dos novos céus e da nova terra (Ap 22.15), será o único lugar onde a morte existirá. É então que a vitória de Cristo sobre a morte, como o salário do pecado, será final e plenamente consumada (1 Co 15.26). Mas nos novos céus e terra não haverá mais morte (Ap 21.4).

De Satanás e dos Anjos Decaídos

No fim do reinado de mil anos de Cristo, Satanás será solto de sua prisão por algum tempo. Ele sairá para enganar as nações, cuja rebelião (a última) terminará com a terrível destruição dos rebeldes, e Satanás sendo lançados no lago do fogo para sempre (Ap 20.10). Várias passagens bíblicas referem-se a um juízo final dos anjos decaídos (Is 24.21, 22; 2 Pe 2.4; Jd 6). Supõe-se geralmente que os anjos decaídos serão julgados ao mesmo tempo que Satanás. De acordo com Paulo, os santos participarão do juízo dos anjos (1 Co 6.3).

O Céu

O destino final e eterno da igreja é a sua habitação na eterna presença de Deus.
A Bíblia e a doutrina cristã chamam isto de “Céu”.
No paraíso (literalmente, jardim), reinando com Cristo em seu reino milenar, ou habitando a Nova Jerusalém, o crente permanecerá na presença de Jesus na casa do Pai. A morada eterna do crente é então uma casa no céu mas, que tipo de lugar Jesus preparou?

 O céu é um lugar onde Jesus, nosso Salvador, está (Jo 14.2, 3; Fp 1.23);
 O céu é um lugar amplo com muitas moradas (Jo 14.2, 3);
 O céu é um lugar melhor (Hb 10.34);
 O céu é um lugar de recompensa (Mt 5.12);
 O céu é um lugar de louvor (Ap 19.1);
 O céu é um lugar de beleza, esplendor e glória (Ap 21, 22);
 O céu é um lugar alegre (Ap 21.4);

Três fases no céu para os cristãos

 Estado intermediário enquanto aguardam a ressurreição;
 Depois da ressurreição segue-se o juízo;
 Ao fim do milênio descerá do céu a Nova Jerusalem, o lar final dos remidos (Ap 21).

Por que desce essa cidade do céu?

O proposito final de Deus é trazer à terra (Dt 11.21). Ele tomará “a congregar em Cristo todas as coisas, na Dispensação da plenitude dos tempos, tanto a que estao nos céus como as que estao na terra” (Ef 1.10). Embora Jerusalém não chegue até à terra, ela será visivel aos moradores terrestres, pois “as naçoes andarão à luz” (Ap 21.24).

As Bênçãos do Céu

 Luz e beleza (Ap 21.23, 25). A melhor linguagem hmana é inadequada para descrever as gloriosas realidades da vida futura;
 Plenitude e conhecimento. (1 Co 13.12). No céu, o anseio pelo conhecimento será satisfeito absolutamente, lá não se fará necessario O IBETEL, as aulas que aqui não tivemos lá certamente as terremos;
 Descanso (Ap 14.13; 21.4);
 Servir (Ap 7.15);
 Gozo (Ap 21.4);
Comunhao com Cristo (Jo 14.3; 2 Co 5.8).
“Ao qual, não o havendo visto amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso” (1 Pe 1.8).
Naquele dia seremos como Ele é; os nossos corpos serao como seu glorioso corpo; nós o veremos face a face. Amém.

O Inferno

O destino dos impios é estar eternamente separados de Deus e sofrer eternamente o castigo que se chama a segunda morte. Devido à sua natureza terrivel é um assunto diante do qual se costuma recuar; entretanto, é necessario tomar conhecimento dele, pois é uma das grandes verdades da divina revelação.
“No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu, ao longo a Abraao e Lázaro no seu seio” (Lc 16.23).

Notas

Lc. 16.23 A palavra “inferno” em grego é Hades, com seu equivalente hebraico, Sheol, é usada de duas maneiras:

a. Para indicar a condição dos que não são salvos entre a morte e o julgamento diante do grande trono branco (Ap 20.11—15); O historiador Lucas mostra que os perdidos no Hades estao em tormentos. Isto continuará até o julgamento final dos perdidos (2 Pe 2.9), quando serao lançados no lago de fogo (Ap 20.13—15);

b. Para indicar, de um modo geral, a condição de todos os espíritos humanos que partiram, no período compreendido entre morte e a ressurreição. Este uso se encontra ocasionalmente no Velho Testamento, mas raramente no Novo Testamento (compare Gn 37.35; 42.38; 44.29, 31). Não deveria levar ninguém a pensar que há uma possibilidade de mudança de um estado da morte, pois o versículo 23 mostra que quando o homem perdido viu no Hades Abraão e Lázaro, eles estavam longe, e o versículo 26 declara que entre os dois lugares há um grande abismo, de modo que nenhum pode passar de um para o outro.

O Inferno é um Lugar de

 extremo sofrimento (Ap 20.10);
 onde é lembrado e sentido o remorso (Lc 16.19—31);
 inquietação (Lc 16.24);
 vergonha e desprezo (Dn 12.2);
 vil companhia (Ap 21.8);
 desespero (Pv 11.7; Mt 25.41).

O Arrebatamento da Igreja

Teorias Diversas
Teoria do Arrebatamento Pós-Tribulação

Acreditam que os crentes passarão pela tribulação e que o arrebatamento ocorrerá simultânea ou imediatamente antes da vinda do Senhor em juízo.

Teoria do Arrebatamento em meio à grande tribulação
Defendem que a igreja será arrebatada depois da primeira metade das setenta semanas de Daniel (Dn 9.27).

Teoria do Arrebatamento Parcial
Defendem um arrebatamento parcial. Afirmam que o Senhor levará os crentes fieis antes da grande tribulação e deixará a outra parte parra sofrerem a grande tribulação e após a mesma serão arrebatados.
A nosso posição, bem como a da maioria dos evangélicos, é a do arrebatamento pré-tribulacional. Concordam conosco a Igreja Assembléia de Deus; Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Batista, entre outras. Os principais proponentes da posição pré-tribulacional são: Dr. C. S. Scofield; Dr. John F. Walvoord; Dr. Kenneth S. Wuest; Dr. Gerld B. Stanton; Dr. Charles C. Ryrie, Stanley M. Horton e muitos outros.

Argumentos a favor do arrebatamento pré-tribulacional

O período de tribulação não é um período da Igreja, mas a última semana da visão de Daniel relativa ao trato de Deus com Israel (Dn 9.24; 9.25—27). É um período em que Deus irá ocupar-se de Israel e da sua ira contra as nações ímpias (Ap 6.15—17). O período de tribulação é chamado de “tempo de angustia para Jacó” (Jr 30.4—7).
Paulo declara, em relação à Igreja: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.9). A igreja tem sofrido e sofrerá muitas dificuldades e tribulações, mas não o grande dia da ira de Deus.

O Senhor prometeu aos fieis que eles serão excluídos dessa hora de ira: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Ap 3.10);

Em ponto algum do livro do Apocalipse, depois do capítulo 4, a igreja é especificamente mencionada, até o capítulo 19, onde é vista nos céus como a noiva de Cristo. Os santos da tribulação (os que são salvos durante a tribulação e martirizados) são vistos como um único grupo no céu. Os justos vistos na terra são os 144.000, declarados como sendo judeus (Ap 7.1—8; 14.1—5);

A era da igreja termina com o inicio da grande tribulação (a 70ª semana de Daniel, Dn 9.27; “a plenitude dos gentios”, Rm 11.12, 12-27), a igreja não tomará mais parte nos assuntos terrenos até o milênio;

Com respeito à registrada em Ap 20 e referida como a “primeira ressurreição”, uma leitura cuidadosa revelará que os ressurretos mencionados são aqueles que foram decapitados durante a tribulação; nenhum menção é feita aos santos de toda a era da igreja.

O argumento mais forte para um arrebatamento pré-tribulacional é o fato de ser feita exortação através do Novo Testamento inteiro para vigiar e esperar a volta de Jesus (Mt 24.42, 43; 25.13; Mc 13.35; 1 Ts 5.6; Tt 2.13; 1 Jo 3.3; Hb 9.28; Jo 14.3). Se a tribulação vier primeiro, com a manifestação do Anticristo, antes do arrebatamento, quem esperará a vinda de Jesus até que muitos dos eventos do Apocalipse tenham acontecido?

O Arrebatamento (1 Ts 4.16, 17)

“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morrerem em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”.
O termo “arrebatamento” deriva da palavra raptus em latim, que significa “arrebatado rapidamente e com força”. O termo latino raptus equivale a harpazo em grego, traduzido por “arrebatado” em 1 Ts 4.17. Esse evento, descrito aqui e em 1 Co 15, refere-se à ocasião em que a igreja do Senhor será arrebatada da terra para encontrar-se com Ele nos ares.

O Arrebatamento abrange apenas os salvos em Cristo

Instantes antes do arrebatamento, ao descer Cristo do céu para buscar igreja, ocorrerá a ressurreição dos “que morreram em Cristo” (1 Ts 4.16).
Ao mesmo tempo que ocorre a ressurreição dos mortos em Cristo, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1 Co 15.51, 53). Isso acontecerá num instante, “num abrir e fechar de olhos” (1 Co 15.52). Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão “arrebatados juntamente” (1 Ts 4.17) para encontrar-se com Cristo nos ares, ou seja: na atmosfera entre a terra e o céu.
Estarão literalmente unidos com Cristo (1 Ts 4.16, 17) levados à casa do Pai, no céu (Jo 14.2, 3) e reunidos aos queridos que tinham morrido (1 Ts 4.13—18).
Quem está na igreja mas não abandona o pecado e o mal, sendo assim infiel a Cristo, será deixado aqui, no arrebatamento (Mt 25; Lc 12.45). Os tais ficarão neste mundo e farão parte da igreja apóstata (Ap 17.1), sujeito à ira de Deus.
Depois do arrebatamento, virá o Dia do Senhor, um tempo de sofrimento e ira sobre os ímpios (1 Ts 5.2—10). Seguir-se-á a Segunda fase da vinda de Cristo, quando, então, Ele virá para julgar os ímpios e reinar sobre a terra (Mt 24.42, 44).

Igreja Apóstata (Ap 17.1)

A grande prostituta. Trata-se da Babilônia religiosa, e abrange todas as religiões falsas, inclusive o cristianismo apóstata. Na Bíblia, os termos prostituição e adultério, quando empregados figuradamente, normalmente denotam apostasia religiosa e infidelidade a Deus (Is 1.21; Jr 3.9; Ez 16.14—18; Tg 4.4), e significa um povo que professa servir a Deus enquanto, na realidade, adora e serve a outros deuses.

A Falsa Religião

A prostituta rejeitará o Evangelho de Cristo e dos apóstolos (2 Tm 3.5; 4.3; Mt 24.24).
Ela se alinhará com os poderes e a filosofia de “Babilônia” isto é, o estilo de vida do mundo com sua imortalidade. Os poderes político e religioso se unirão para apoderar-se do controle espiritual das nações.
Seus líderes perseguirão os verdadeiros seguidores de Cristo. Ela era uma miscelânea de religiões de credos, sem preocupação com a doutrina bíblica; seu principal interesse estará em conquistar as massas e na adoração dos seus sistemas, valores e objetivos religiosos. “Ela se tornará moradia dos demônios, e abrigo de todo espírito imundo” (Ap 18.2; Is 47.12, 13).

A todos os verdadeiros crentes se lhes ordena que saiam de “Babilônia”, para que não sejam condenados com ela”.

A grande tribulação

Daniel 9.26 “E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será como uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações”.

Daniel 12.1 “E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angustia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro”.

Joel 2.2 “Dia de trevas e de tristeza, dia de nuvens e de trevas esperas; como a alva espalhada sobre os montes, povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração”.

Mateus 24.21 “Porque haverá, então grande aflição, como nunca houve desde o principio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais”.

Apocalipse 7.13, 14 “E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram de grande tribulação, lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro”.

Começando com Mt 24.15 [Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda)], Jesus trata de sinais especiais que ocorrerão durante a grande tribulação (as expressões “grande aflição” de Mt 24.21, e “grande tribulação” de Ap 7.13, 14, são idênticas no grego). Tais sinais indicam que o fim dos tempos está muito próximo (Mt 24.15—29).
O maior desses sinais é “a abominação da desolação” (Mt 24.15), um fato especifico e visível, que adverte os fiéis vivos, durante a grande tribulação, de que a vinda de Cristo à terra está prestes a ocorrer. Esse sinal-evento, visível, relacionar-se-á principalmente com a profanação do tempo judaico daqueles dias em Jerusalém, pelo Anticristo. O Anticristo, também chamado o homem do pecado, colocará uma imagem dele mesmo no templo de Deus, declarando ser ele mesmo Deus (2 Ts 2.3, 4; Ap 13.14, 15).

Seguem-se os fatos salientes a respeito desses evento crítico

1. A “abominação da desolação” marcará o início da etapa da tribulação, que culmina com a volta de Cristo à terra e o julgamento dos ímpios em Armagedom (Mt 24.21, 29, 30; Dn 9.27; Ap 19.11—21).

2. Se os santos da tribulação atentarem para o fator tempo desse evento (“Quando, pois, virdes”, Mt 24.15), poderão saber com bastante aproximação quando terminará a tribulação, época em que Cristo voltará à terra. O decurso de tempo entre esse evento e o fim dos tempos é mencionado quatro vezes nas Escrituras como sendo de três anos e meio ou 1260 dias (Dn 9.25—27; Ap 11.1, 2; 12.6; 13.5—7).

3. Por causa da grande expectativa da volta de Cristo (Mt 24.33), os santos daqueles dias devem acautelar-se quanto a informes afirmado que Cristo já voltou. Tais informes serão falsos (Mt 24.23—26). A “vinda do filho do homem” depois da tribulação será visível e conhecida de todos os que viverem no mundo (Mt 24.27—30; Ap 1.7).

4. Outro sinal que ocorrerá, então, será os dos falsos profetas que, a serviço de Satanás, farao “grandes sinais e prodígios” e com certeza, haverá um bom número deles! (Mt 24.24).

Um Paralelo Bíblico

A promessa de Cristo, no sentido de livrar os fiéis de Filadélfia da hora da tentação, é idêntica à promessa bíblica aos Tessalonicenses, de que seriam preservados da “ira futura” (1 Ts 1.10). Esta promessa é válida para todos os fiéis de Deus, em todas as eras. Essa hora inclui o tempo divinamente determinado para provação, ira e tribulação que sobrevirá a “todo o imundo” nos últimos anos desta era, imediatamente antes do estabelecimento do reino de Cristo na terra (Ap 5.10; 6.19; 20.4).

Detalhes

Esse tempo de tribulação envolve a ira de deus sobre os ímpios (Ap 6.18; Dt 4.26—31; Is 13.6—13; 17.4—11; Jr 30.4—11; Ez 20.33—38; Dn 9.27; 12.1, Zc 14.1—4; Mt 24.9—31; 1 Ts 5.2).

1. Esse período de provação também inclui a ira de Satanás contra os fiéis, isto é, contra os que aceitarem a Cristo durante esse período terrível. Para eles, haverá fome, sede, exposição às intempéries (Ap 7.16) e muito sofrimento e lágrimas (Ap 7.9—17; Dn 12.10; Mt 24.15—21). Experimentarão de modo indireto as catástrofes naturais da guerra, da fome e da morte. Serão perseguidos, torturados e muitos sofrerão o martírio (Ap 6.11; 13.7; 14.13). Sofrerão as assolações de Satanás e das forças demoníacas (Ap 9.3—5; 12.12), violência de homens ímpios e perseguição da parte do Anticristo (Ap 6.9; 12.17; 13.15—17). Perderão suas casas e terão de fugir, aterrorizados (Mt 24.15—20). Será um período terrivelmente calamitoso para quem tiver família e filhos (Mt 24.19); será tão terrível, que os santos que morrerem são tidos por bem-aventurados, porque descansam da sua lida e ficam livres da perseguição (Ap 14.13).

2. Quanto aos vencedores anteriores àquele tempo, Deus os preservará da tribulação, através do arrebatamento, quando os fieis encontrarão o Senhor nos ares, antes de Deus derramar a sua ira. Esse livramento é uma recompensa àqueles que perseverarem em guardar a Palavra de Deus, mantendo a fé verdadeira.

3. Os crentes de nossos dias, que esperam escapar dessas coisas que estão para vir sobre o mundo, só o conseguirão mediante a fidelidade a Cristo e sua Palavra e a vigilância constante na oração (Lc 21.36), para não serem enganados (Mt 24.5).

A Grande Tribulação será portanto um período especifico de terrível sofrimento e tribulação para todos que viverem na terra.

Observe:

1. Será de âmbito mundial “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”. (Ap 3.10).

2. Será o pior tempo de aflição e angústia que já ocorreu na história da humanidade, “porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o principio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria, mas, por causa dos escolhidos, serão abreviados aqueles dias” (Mt 24.21, 22).

3. Será um tempo terrível de sofrimento para os judeus “Perguntai, pois, e vede se um homem tem dores de parto. Por que, pois, vejo a cada homem com as mãos sobre os lombos, como a que está dando à luz? E por que se têm tornado macilentos todos os rostos? Ah! Porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela”. (Jr 30.5—7).

4. “O período será controlado pelo “homem do pecado”” (Isto é, o Anticristo), “E ele firmará um concerto com muitos por uma semana [sete anos]; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador” (Dn 9.27).

5. Durante o período da tribulação, muitos entre os judeus e gentios crerão em Jesus Cristo e serão salvos, “Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então, no fim de dias, te virarás para o Senhor, teu Deus, e ouvirás a sua voz. Porquanto o Senhor, teu Deus, é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá do concerto que jurou a teus pais” (Dt 4.30, 31).

6. Será um tempo de ira de Deus e juízo seu contra os ímpios, “E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder”. (2 Ts 1.7—9).

7. A declaração de Jesus de que aqueles dias serão abreviados (Mt 24.22) não pressupõe a redução dos três anos e meio, ou 1260 dias preditos. Pelo contrário parece indicar que o período é tão terrível que se não fosse de curta duração a totalidade da raça humana seria destruída.

8. A grande Tribulação terminará quando Jesus Cristo vier em glória, com sua noiva (Ap 19.7, 8, 14), para efetuar o livramento dos fiéis remanescente e juízo e destruição dos ímpios (Ez 20.34—38; Ap 19.11—21).

9. O trecho principal das Escrituras que descreve a totalidade da tribulação de sete anos de duração é encontrado em Ap 6—18.

A segunda vinda de Cristo

O Fato
O fato da segunda vinda de Cristo é mencionado mais de 300 vezes no Novo Testamento. Epístolas inteiras (1 e 2 Tessalonicenses) e capítulos inteiros (Mateus 24, Marcos 13) são dedicados ao assunto.

 Será de maneira pessoal (Jo 14.3; Ap 1.7; 22.7);
 Literal (Atos 1.10; Ap 1.7);
 Visível (Hb 9.28; Zc 12.10);
 Gloriosa (Cl 3.4).

Sinais
Ap  Escrituras ensinam que a aparição de Cristo inaugurando a Idade Milenial será precedida por um tempo agitado de transição, no qual haverão distúrbios físicos, guerras, crises econômicas, declínio moral, apostasia religiosa, infidelidade, pânico geral perplexidade.

Propósito
Após o arrebatamento, segue-se um período de terrível tribulação, que terminará na revelação, ou manifestação aberta de Cristo proveniente do céu, quando ele estabelecerá seu reino messiânico sobre a terra.

Em Relação a Israel
Aquele que é a Cabeça e salvador da Igreja, povo do céu, é também o prometido Messias de Israel, do povo terrestre. Como Messias, ele libertará esse povo da tribulação, congregá-lo-á dos quatro cantos da terra, restaurá-lo-á na sua antiga terra e sobre ele reinará como seu há muito prometido, Rei sobre a Casa de Davi.

Em relação ao Anticristo
O espírito do Anticristo já estão no mundo (1 Jo 4.3; 2.18; 2.22), mas ainda virá outro Anticristo final (2 Ts 2.3). Nos últimos dias ele se levantará dentre o velho mundo (Ap 13.1) e tornar-se-á o soberano sobre um “Império Romano” ressuscitado que dominará todo o mundo. Assumirá poder político (Dn 7.8, 25), comercial (Dn 8.25; Ap 13.16, 17) e religioso (Ap 17.1—15). Ele será anti-Deus e Anticristo, e perseguirá os cristãos a fim de extinguir o Cristianismo (Dn 8.25; Ap 13.7, 15). Sabendo que os homens desejam ter alguma religião, ele estabelecerá um culto baseado na divindade do homem e na supremacia do Estado.
Como personificação desse Estado, ele exigirá o culto do povo, e formará um sacerdócio para fazer cumprir e promulgar esse culto (2 Ts 2.9, 10; Ap 13.12—15).
As Escrituras nos afirmam que Cristo virá para esmagar todo esse império tenebroso. “E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro, e julga e peleja com justiça. E vi um anjo, que estava no sol, e clamou com grande voz dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu; Vinde, a ajuntai-vos à ceia do grande Deus” (Ap 19.11, 17).

O Milênio

O reino milenar de Cristo sobre a terra

O Milênio será a “idade áurea da Terra”, e perdurará por mil anos. Apocalipse 20.1—3 e versículos 7—10 tratam da condenação de Satanás. Ficará preso no abismo durante mil anos. O abismo permanecerá trancado e lacrado acima dele, de modo que não terá nenhuma atividade na terra durante aquele período. Depois, será solto por um pouco de tempo, antes de seu castigo eterno no lago de fogo. Entre esses dois eventos, a Bíblia fala em Apocalipse 20.4—6 daqueles que são sacerdotes de Deus e de Cristo, e que reinam com Ele durante mil anos. Durante esse reino, haverá o cumprimento de muitas profecias.
Apocalipse 20.4 trata de dois grupos de pessoas: O primeiro assentava-se em tronos para julgar (isto é: “governar”, conforme essa palavra freqüentemente significa no Antigo Testamento). A mensagem a todas as igrejas (Ap 3.21, 22) indica que são os crentes provenientes da Era da Igreja que permanecem fiéis, sendo vencedores (Ap 2.26, 27; 3.2; 1 Jo 5.4). Entre eles, conforme a promessa de Jesus, estão os doze apóstolos julgando (governando) as doze tribos de Israel (Lc 22.30). Isso porque Israel, restaurado, purificado, com a plenitude do Espírito Santo de Deus, ocupará sem dúvida a totalidade da terra prometida a Abraão (Gn 15.18).
Além dos vencedores provenientes da Era da Igreja, João viu “almas” ou seja: pessoas que teriam sido martirizadas durante a Grande Tribulação (Ap 6.9, 11; 12.15). Esses dois grupos ficam juntos para reinarem com Cristo durante os mil anos. Será um período de paz e de bênçãos, durante o qual prevalecerá a justiça (Is 2.2—4; Mq 4.3—5; Zc 9.10). O Espírito Santo fará uma obra de restauração. Até mesmo o mundo natural refletirá a ordem, perfeição e beleza que Deus originalmente planejara para a sua criação. O mundo animal será transformado (Is 11.6—8; 35.25; Ez 34.25). Mesmo assim ainda haverá motivo para o castigo e a morte (Is 65.17—25). Fica subentendido que aqueles que nascerem durante o reino milenar de Cristo na terra, tendo pais, que sobreviveram a Grande Tribulação, ainda terão a necessidade de fazer a sua escolha no sentido de seguir a Cristo com fé e obediência.
Apocalipse 20.5 faz uma declaração clara (em parênteses) a respeito dos “outros mortos”. Estes incluem todos aqueles que não estão nos dois grupos mencionados no versículo 4. Trata-se de todos aqueles que morreram nos seus pecados sem terem recebido a graça salvífica de Deus. Não serão ressuscitados senão depois do reino milenar de Cristo.
“Esta é a primeira ressurreição” (versículo 5) significa que aqueles que foram mencionados no versículo 4 completam a primeira ressurreição. Jesus falou em duas ressurreições (Jo 5.29): a primeira é a da vida, para os que fizeram o bem que Deus determinou ao aceitarem a Cristo e viverem para Ele; a segunda, a do juízo para os que praticaram o mal por causa da sua incredulidade. Mas assim como os profetas do Antigo Testamento não demonstravam a diferença cronológica entre a Primeira e a Segunda Vinda de Jesus, assim também Jesus em João 5.29 não demonstrou a diferença cronológica entre as duas ressurreições. Seu propósito era encorajar as pessoas a viverem para Deus de modo que a diferença cronológica entre as duas não era relevante aquilo que estava ensinando.
Primeira Coríntios 15.20, 23 oferece-nos mais entendimento desse assunto quando Paulo compara a primeira ressurreição com uma colheita. O Cristo ressurreto é “as primícias”. A parte principal da colheita vem “por sua ordem” na ocasião da sua vinda para se encontrar conosco nos ares. Depois, as respigas da colheita serão os martirizados durante a Grande Tribulação; a primeira ressurreição ficará então completa. A primeira ressurreição também é chamada “a ressurreição dos justos” (Lc 14.14). São identificados como bem-aventurados (Ap 20.6) porque desfrutarão da plenitude da bênção de Deus. São “santos”, isto é: dedicados a Deus e à sua vontade. Porque a sua ressurreição é semelhante à ressurreição de Cristo, nunca mais morrerão. A “segunda morte” (o lago de fogo) não terá, portanto, nenhum poder sobre eles.
Diz o profeta Isaias em Is 60.17: “Por bronze (julgamento) trarei ouro (justiça divina)...” Aqui, em uma frase curta, temos um quadro de Jerusalém a passar debaixo da vara da correção, durante a tribulação, para o reino justo de Cristo, na idade áurea que se seguirá.
Ao invés do pecado, a justiça encherá a Terra. Satanás terá sido amarrado (Ap 20.1—3), o Anticristo e o Falso Profeta terão sido lançados no lago do fogo (Ap 19.20). Por conseguinte, a injustiça cederá lugar à justiça, a violência à quietude, o ódio e a inimizade ao amor e à doce amizade; e o mundo ficará em descanso, sob o domínio dAquele Cujo poder se estenderá de mar a mar, e Cujo reino trará alegria e tranqüilidade aos corações de milhões de pessoas, que haverão de aclamá-lo como Senhor e Rei.

Títulos descritivos

1. A Regeneração (Mt 19.28). Este Titulo mostra o caráter terreno da era vindoura.

2. O Último Dia (Jo 6.40). Este Titulo encara o Milênio em suas relações dispensacionais.

3. Tempos de Refrigério (At 3.19, 20). Este Titulo mostra quão abençoado será a era vindoura.

4. Tempos da Restauração de Tudo (At 3.20, 21). Este Titulo fala sobre os resultados da restauração, que terá pleno cumprimento na era vindoura.

5. Dispensação da Plenitude dos Tempos (Ef 1.10). Este Titulo assinala a relação entre a era vindoura e Deus.

6. O Dia de Cristo (Fp 1.6). Este Titulo chama a atenção para a exaltação e a glória do próprio Rei.

7. O Reino de Cristo (Ap 11.15). Este Titulo faz referencia ao Domingo e à majestade pessoal do nosso grande Deus e salvador, que é Jesus Cristo.

Esboço e ordem do reino milenar de cristo sobre a Terra

1. OS JUÍZOS DE DEUS SOBRE AS NAÇÕES INIMIGAS. ISRAEL SERÁ RESTAURADO

Esse julgamento terá lugar no principio do milênio, sobre a terra, no “vale de Josafá”, ao sopé do monte das Oliveiras. (Jl 3.1, 2; Ap 16.14, 16).
Jl 3.1, 2 “Porquanto eis que, naqueles dias e naquele tempo, em que removerei o cativeiro de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo e da minha herança. Israel, a quem eles espalharam entre as nações, repartindo a minha terra”. Vale de Josafá. O Vale do Josafá, que em hebraico significa “onde o Senhor julga”, é também chamado de “o vale da decisão” (Jl 3.14). É muito provável que seja o mesmo vale de Megido.
Ap 16.14, 16 “porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo-poderoso... e os congregarem no lugar que em hebreu se chama Armagedom”.
Armagedom. Armagedom (grego harmagedon), localizado no centro-norte da Palestina, significa “vale do Megido” será o ponto central da batalha, naquele grande dia do Deus Todo-poderoso. Essa guerra será travada perto do fim da tribulação, e acabará quando Cristo voltar para destruir os ímpios (Ap 14.19), para libertar o seu povo e para inaugurar seu reino messiânico.

Note os seguintes fatos no tocante a esse evento

1. Os profetas do Antigo Testamento profetizam o evento (Dt 32.43; Jr 25.31; Jl 3.2, 9—17; Sf 3.8; Zc 14.2—5).

2. Satanás e os seus demônios reunirão muitas nações sob a direção do Anticristo a fim de guerrearem contra Deus, contra seus exércitos, contra seu povo e para destruir Jerusalém (Ap 13.14, 16; 17.14; 19.14, 19; veja também Ez 38.39; Zc 14.2). Embora o ponto central esteja na terra de Israel, o evento do Armagedom envolverá a totalidade do mundo (Jr 25.29—38).

3. Cristo voltará e intervirá de modo sobrenatural, destruindo o Anticristo e os seus exércitos (Ap 19.19—21; Zc 14.1—5), e todos aqueles que desobedecem ao Evangelho (Sl 110.5; Is 66.15, 16; 2 Ts 1.7—10). Deus também enviará destruição e terremotos sobre o mundo inteiro nesse período (Ap 18.19; Jr 25.29—33).

2. JESUS CRISTO REINA SOBRE A TERRA COMO REI.

 Rei da Justiça – Is 32.1
 Rei de Israel – Jo 12.13
 Rei de toda a Terra – Zc 14.9

Cristo se manifestará como

Cristo se manifestará como Filho de Davi, herdeiro do trono (Dn 7.13, 14). Cristo se manifestará como Filho do Homem, executando juízo (Ez 43.7).
Cristo se manifestará como Deus Todo-poderoso e Filho de Deus (Is 9.6).
Cristo se manifestará como Mestre supremo da Terra (Is 2.3).

 Os Santos Governarão Sobre a Terra, com Cristo. (Mt 19.28; Ap 20.4);
 Uma Era de Paz Universal (Lc 2.14; Sl 85.10);
 Uma Era de Bênçãos Temporais e Universais (Is 11.6—9; Is 65.25; Is 55.12, 13);
 Uma Era que Dará Início às Eras Intermináveis da Eternidade (2 Pe 3.10—13; Ap 21.1—3).

A Nova Terra

A Terra Será Renovada Pelo Fogo

De acordo com o Livro do Apocalipse, imediatamente após a destruição das hostes de Satanás e de seu lançamento no lago do fogo – João diz (Ap 20.11) “Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles”.

Nota: A renovação da Terra terá lugar ao mesmo tempo em que progride o julgamento ante o Grande Trono Branco (2 Pe 3.7).
E o apostolo João prossegue: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra já passaram, e o mar já não existe” (Ap 21.1).
Ora, João não nos informa como terá lugar essa mudança, mas o apóstolo Pedro é quem nos dá essa informação:

Pedro divide a história da terra em três períodos:

1. O Mundo Daquele Tempo {a criação original (2 Pe 3.5, 6)}.

2. Os Céus que Agora existem {(extraído de Gn 1.2 a terra restaurada (2 Pe 3.7))}.

3. Novos Céus e Nova Terra (2 Pe 3.13).

“O arcabouço da Terra primeira (original) Não Foi destruído pelo dilúvio de água a que foi sujeito. O arcabouço da Terra atual Não Será destruído por seu batismo de fogo.
Isso é confirmado pelo uso que Pedro fez da palavra grega “cosmos” (mundo, que significa “superfície da Terra” ou “partes habitáveis da Terra”, e não a Terra com planeta. Trata-se da superfície exterior da Terra, que haverá de “dissolver-se”, quando suas obras serão consumidas” (2 Pe 3.10).
O calor intenso fará os gases da atmosfera explodirem, o que o descreve como “... os céus (a atmosfera) passarão com estrepitoso estrondo...”( 2 Pe 3.10) o, cujo resultado será a destruição de toda vida animal e vegetal, bem como a alteração da superfície da Terra.
O vocábulo grego “parerchomai”, traduzido aqui por “passarão”, não significa cessação de existência ou aniquilamento, mas significa “Passar de uma condição para outra, na existência”.

A Eternidade

As eras intermináveis da eternidade

Quando o Milênio houver passado, quando as nações finalmente tiverem sido julgadas, quando os incrédulos tiverem sido julgado ante o Grande Trono Branco e a Terra houver sido renovada pelo fogo, então estaremos apenas no principio da eternidade futura.

Ao termino da “era das eras, quando Cristo” “...entregar o reino ao Deus Pai, quando houver destruído principado, bem como toda potestade e poder, porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos seus pés...” (1 Co 15.24—28), então Cristo, na qualidade de Filho do homem, haverá de entregar o reino a Deus Pai, a fim de que Deus Pai venha tornar-se Tudo em Todos. Será sobre o reino dos céus que Deus (Deus trino – Pai, Filho e Espírito Santo) tornar-se-á Tudo em Todos.
Isso porá fim ao que compreenderemos por Tempo. E então começará a Eternidade.

Estado final dos justos

Abraão estava disposto a habitar na Terra Prometida como forasteiro, Porque “esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus”, (Hb 11.9, 10; Gl 4.26; Hb 11.16).
Essa cidade, o lar eterno dos redimidos e a habitação de Deus, é a Nova Jerusalém que João viu, numa visão, descendo do céu para a nova terra. A morada e o trono de Deus estarão com o seu povo na terra (Ap 21.3, 22; 22.3). A cidade não terá templo, “porque o seu templo é o Senhor, Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro” (Ap 21.22). Isto é: a presença e a glória de Deus e de Cristo encherão a cidade de tal maneira que todos os que habitarem ali, estarão sempre envolvidos numa atmosfera de adoração e louvor.
Inscritos nas doze portas da cidade, estão os nomes das doze tribos de Israel. Seus alicerces levam os nomes dos doze apóstolos. Fica claro que o verdadeiro povo de Deus, proveniente de todas as eras, tanto de Israel quanto da Igreja, será unido num só corpo de pessoas em Cristo, como o derradeiro cumprimento de Gálatas 3.28. “Embora seja uma cidade literal sua glória ultrapassará em muito a linguagem que João emprega para descrevê-la”.
Não obstante haver a descrição da Nova Jerusalém, os novos céus e terra não são descritos. Alguns consideram que são os atuais céus e terra, renovados pelo fogo, e indicam trechos bíblicos que falam da terra que, permanecerá para sempre (Ec 1.4). Mas isso provavelmente significa que sempre haverá uma terra, embora a atual venha a ser substituída por uma nova.
Quando o Grande Trono Branco for estabelecido, a terra e o céu fugirão da presença de Deus, “e não se achou lugar para eles” (Ap 20.11). Essa expressão sugere que cessarão de existir. O salmista contrasta a existência deles com a existência eterna de Deus: “Eles perecerão, mas tu permanecerás, todos eles, como uma veste, envelhecerão; como roupa os mudarás, e ficarão mudados. Mas tu és o mesmo” (Sl 102.25—27; Hb 1.10—12). Mudar de roupas envolve tirar um conjunto velho e vestir um novo. Há a idéia dalguma coisa novinha em folha, e não dalguma melhoria. Semelhantemente, Isaias viu que “todo o exércitos dos céus se gastará” (Is 34.4), que “os céus desaparecerão como a fumaça, e a terra se envelhecerá como uma veste” (Is 51.6). Jesus também reconhecia que os atuais céus e terra passarão (Mc 13.31). Deus criará novos e maravilhoso céus e terra que ficarão para sempre livres de toda a mancha de pecado. Aí haverá uma alegria eterna.
Nossa salvação traz-nos a um novo relacionamento que é muito melhor do que aquele que Adão e Eva desfrutavam antes da queda. A descrição da Nova Jerusalém demonstra que Deus tem para nós um lugar melhor do que o jardim do Éden, com todas as bênçãos do Éden intensificadas. Deus é tão bom! Ele sempre nos restaura a algo melhor do que aquilo que perdemos. Desfrutamos da comunhão com Ele agora, mas o futuro reserva-nos a “comunhão intensificada com o Pai, o Filho e o Espírito Santo e com todos os santos”. A vida na Nova Jerusalém será emocionante. Nosso Deus infinito nunca ficará sem novas alegrias e bênçãos para oferecer aos redimidos. E posto que as portas da cidade sempre estarão abertas (Ap 21.25; conforme Is 60.11), quem sabe o que os novos céus e terra terão para explorarmos?

Bibliografia

1. Pearlman, Myer. Conhecendo as doutrinas da Bíblia – Ed. Vida 6ª edição 1977 – EUA.
2. Oliveira, Raimundo Ferreira. As Grandes Doutrinas da Bíblia – CPAD. Rio de Janeiro.
3. Gilberto, Antônio. O Calendário da Profecia – CPAD Rio de Janeiro.
4. Scofield, Dr. C. L. Bíblia com as referencias e anotações.
5. Berkhof, Louis. Teologia Sistemática – Ed. 1990 – Campinas – SP.
6. Stamps, Donald C. – Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD – EUA.
7. Bancroft, E. H. – Teologia Elementar – I.B.R. São Paulo – SP.
8. Horton, Stanley M. – Teologia Sistemática – Ed. CPAD
9. Lições Bíblicas – Ed. CPAD.b

fonte: http://www.guerreirosdaluz.com.br

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